Eu pensei que seria mais fácil se eu escrevesse para você.
E sobre você.
Talvez, se eu te transformasse em palavras, livrar-me de você fosse mais simples: eu poderia pegar as páginas rabiscadas de você e jogá-las no lixo.
Ou queimá-las (tenho uma leve preferência por isso, considerando todo o meu exagero e drama pirotécnico).
O único problema é que acabei eternizando você nas minhas palavras.
Criei nelas uma moldura do teu corpo, dos teus cachos escuros e da tua pele parda.
Paradoxalmente, expus teus olhos e teu sorriso à imortalidade, aqui nos meus textos.
Se você tiver uma receita de como eu faço pra me livrar de você, me passa, por favor?
Manda um direct, por uma conta fake, não tem problema...
Eu juro que te esqueço depois disso.

