SINTO E SEI.
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SINTO E SEI.

Eu sei quase nada sobre o Amor.

O Amor é grande, por muito tempo tive pavor.

Eu sei sentir, e quanto a isso não preciso mentir. Sentindo sei que te amo.

Não sei explicar, porém sei praticar.

Muitas coisas eu não sei, mas naquilo que te toca mesmo sem saber eu sei. Quanto a esta realidade nunca duvidei nem mesmo questionei.

Uma espécie de inatismo e reminiscência. Você de alguma maneira já estava em mim e eu apenas te descobri ou percebi.

Não sei se por coincidência ou predestinação.

É um processo epistemológico do afeto, um movimento lógico.

Amar você é consequência inevitável!

Não há como contemplar a sumidade que é você, e pensar em algo além.

Você encerra toda a minha realidade.

Tudo se esgota, tudo fica raso, tudo se apequena.

Tal qual gota no oceano.

Você é meu oceano, e com a nau do desejo quero te rasgar sem censura.

E nessa viagem de prazer cada vez mais te amar.

Tudo fica pra depois.

O tempo, o tempo.

Ao seu lado Cronos esquece de seu ofício, a marcação do tempo entra num vácuo metafísico de puro gozo.

 

Eu sei quase nada sobre o Amor!

Sei de você!

E a tomo como a encarnação desse sentimento.

Minha salvação!

Objeto e alvo das minhas vontades e desejos.

Meu amor preto!

Amo-te