É quarta, meio da semana.
Ponto médio, a esperança deveria aflorar pelo refrigério de mais um final de semana.
O corpo se levantou, mas autoestima ainda se encontra nas fossas abissais.
O corpo se banhou mas lá no fundo sente o ranço de uma noite mal dormida.
O sono não restituiu as forças.
A comida não traz sabor a boca.
A incompletude é dominante.
Não sou mais eu, e sim esse meu outro eu, muito mais fúnebre, que prossegue e toca a vida sem vida.
