O que te resta ao olhar para o teu passado?
O que te estremece ao contemplar o teu presente?
São os doces frutos de decisões acertadas? Ou então o amargor de loucuras impensadas?
O que te resta?
Alegria? Decepção? Tristeza? Melancolia?
Vamos, diga-me!
O que te resta?
Me resta o nada.
Resta-me vontades nunca aplacadas, me resta um nó na garganta que sufoca!
Sufocou no passado e asfixia no presente.
Não a tive ontem, não a tenho hoje e muito provavelmente não a terei amanhã.
Agora tu me perguntas, o que não tivestes? Não tive meu Molejo de amor machucado de pele preta!
E sinceramente, frente a isso nada me resta.
Não me resta o que pensar, porque se a tivesse tudo teria válido a pena. Sem ela, me sobra um sentimento que até hoje me condena.
