meus ancestrais e eu
assistimos o futuro
que se concetiza agora
nossos tambores
saúdam o tempo
presente que nos habita
Issó
Eró
Iroko
não me criou só
sou filho do vento
do fogo
da água
da terra
por onde caminho
livre
sou multidão
Zambi não me criou
pra sofrer
a mata ruge e pia
ao me ver passar
a cidade
é meu lar
e o universo
conspira por nós

