_ Todos possuem este hábito, seja inconscientemente ou conscientemente. Seja verbalmente ou através das expressões não faciais. O xingamento é aquilo que sai do fundo do seu coração, no exausto momento de furor, insatisfação qual seja o motivo. A variação de registro deve ser adotada, dentro e fora do âmbito acadêmico. No barzinho do Sr. Chico fala-se palavrões e gírias, enquanto que numa entrevista de emprego o uso formal da língua passa ser exigida. Claramente a linguagem normativa serve para compreensão entre os falantes de uma língua, mas qual serventia teria o xingamento ?
Senão para aliviar as dores da alma e mostrar sua insatisfação quanto a temática debatida. Por mais vasta seja a língua portuguesa, nos faltam adjetivos para classificar o política ladrão, estupradores, doenças terminais e outras trilhões de mirabolantes questões do cotidiano.
Deste modo, vejo o xingamento como um ato de expressão livre, uma ação de liberdade linguística.
_ A qual todo indivíduo deve ter a escolha de falar-lhe ou não, obviamente os xingamentos não são bem vistos. Nem por isso, devemos deixá-los de lado, tudo que vejo por aí é um bando de pessoas que ao ouvirem o interlocutor dizer palavrões, ficarem perplexas como se isto fosse algo incomum, uma violação moral, ética e criminal. Penso que , se as pessoas podem controlar tudo que a outra fala, certamente nos faltará amanhã a livre escolha de falar ou não palavrões. É importante que o leitor não feche este pequenino texto com a rasa interpretação que o mesmo é na defesa exclusivamente dos palavrões, sendo que é muito mais amplo que isto, pois numa possível falta de liberdade individual podemos dizer adeus a qualquer forma de expressão verbal. Compreendem ?
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