15 de março abri a porta.
Eu devo ter arregalado os olhos, esperava qualquer um, menos ele.
Mania de fazer surpresa.
Respirei fundo, meu coração descompassado, mão no peito.
Veio me abraçar e tremi quando me tocou, não sabia se ele era real.
Sorriso divertido no rosto, sorriso lindo, e um corpo quente ali pronto pra me aquecer.
Convidei para entrar (a casa era 'sua') e no corredor rolamos no chão de tanta alegria quando eu finalmente entendi que ele estava ali de verdade.
Surpreso, acariciava minha barriga, "como cresceu!".
O tempo passava pra todo mundo.

