DESPEDIDA
Ainda era verão. As nuvens branquinhas e bem dispersas, o céu azul e bem calmo. Eu ainda tinha sonhos e medos, bem distantes, mas presentes. Subi ao pé daquele parapeito, e de leve, com milhões de pensamentos e devaneios. Dúvidas, sobre a vida, minha carreira como jornalista, meus encontros de sábado a noite. Ao qual eu tinha três nos sábados seguintes. E, sobre aquele parapeito, estreito e desnivelado, senti verdade naquela frase "a vida passa diante dos meus olhos", tão vívida e presente. Lembrei das doses de café, na doce padaria entre a Alameda Santos e o parque Nacional, onde cumprira minhas liberdades de apreciação, seja de um doce sonho ou um delicioso croissant.
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