SOLIDÃO
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SOLIDÃO

O relógio completa mais um ciclo

O vento continua a soprar

A solidão mais uma vez bate à porta

Faz o céu escurecer

Porém, talvez assim devesse ser

O escuro parece confortante

Desde que esteja lá fora

Pois o conforto já não tem o mesmo significado

Afinal, poucas coisas tem.

 

Mesmo que eu me deleite no superficial

Esqueça a realidade

E torne a mim mesmo uma má companhia

Tudo pode ser questionado

Questiono, vivo no meu ritmo

Finjo não escutar aquilo que é eminente

Mas já não é importante

Confusão.

 

Busco em um refúgio, uma resposta

Talvez não devesse ser assim

Talvez as coisas não sejam tão ruins.

 

Me encanto com os contornos das emoções

Não existem curvas mais belas ao homem percorrer.

 

 

 

A polaridade das experiências

E a disponibilidade ao qual elas ocorrem

Nos faz entrar em êxtase, mesmo que por pouco.

 

Ao final do dia

É mais fácil se perder no incerto

Ao aceitar o real e então o enfrentar

É mais fácil não questionar

Ao duvidar de todas certezas que temos

É mais fácil ficar

Ao ter que arrumar a bagunça da saída

Por isso o meu sofrimento é constituído de escolhas simples.