O relógio completa mais um ciclo
O vento continua a soprar
A solidão mais uma vez bate à porta
Faz o céu escurecer
Porém, talvez assim devesse ser
O escuro parece confortante
Desde que esteja lá fora
Pois o conforto já não tem o mesmo significado
Afinal, poucas coisas tem.
Mesmo que eu me deleite no superficial
Esqueça a realidade
E torne a mim mesmo uma má companhia
Tudo pode ser questionado
Questiono, vivo no meu ritmo
Finjo não escutar aquilo que é eminente
Mas já não é importante
Confusão.
Busco em um refúgio, uma resposta
Talvez não devesse ser assim
Talvez as coisas não sejam tão ruins.
Me encanto com os contornos das emoções
Não existem curvas mais belas ao homem percorrer.
A polaridade das experiências
E a disponibilidade ao qual elas ocorrem
Nos faz entrar em êxtase, mesmo que por pouco.
Ao final do dia
É mais fácil se perder no incerto
Ao aceitar o real e então o enfrentar
É mais fácil não questionar
Ao duvidar de todas certezas que temos
É mais fácil ficar
Ao ter que arrumar a bagunça da saída
Por isso o meu sofrimento é constituído de escolhas simples.
