Sentado, no meio da multidão
Seguro o meu mundo
O mundo não é meu, mas parece ser
Num emaranhado de informações
Eu abraço forte o meu mundo
A música dita um momento memorável
Acho uma forma de parar o tempo
Vivo com intensidade
Não paro de agradecer
Os raios de sol me banham com sua benção
Por quanto tempo?
Em meio ao caos minha mente se acalma
Por quanto tempo?
Lá fora a chuva dita um novo tempo
Porém, já não chove apenas lá fora
Não há mais dias de sol em minha mente
Porém, por quanto tempo?
Um dia o sol decide nascer de outra forma
Traz com ele um frágil fio de esperança
Cultivo este fio com todas minhas forças
Dedico a isso meus dias, minhas noites
Todos os dias, todas as noites
A luz deste fio de esperança ofusca a sombra
Porém não a faz desaparecer
Vivo entre a luz da esperança e a sombra da dor
O meu mundo larga a minha mão.
Porém, por quanto tempo?
O meu mundo se perde sem uma órbita a seguir
Não há mais retorno a partir deste ponto
Pois o espaço é vasto
Só não tão vasto quanto os meus pensamentos
Há um novo propósito
Reflito em meio aos meus pensamentos
Não posso segurar um mundo
Porém ainda há tempo
De ser o universo de outro alguém.
