LÁGRIMAS DO ORVALHO
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LÁGRIMAS DO ORVALHO

A lua que nos move está escura

E o canto que nos guia está sombrio

Quem “dera” a lua despertasse

quando cantigas de ninar acalentassem nosso ser...

Livre, despretensioso,

o coração pensou feridas adormecidas e o canto de um pássaro ao longe, passou despercebido dos homens que semeavam a terra

Mãos calejadas colheram nuvens perfumadas e ceifaram tempestade de orvalho,

como se fossem jardins encantados

de um tempo também encantado

E carregado de eternidade