A minha dor não arde,
ela conspira
dormente, desatenta e sem
finito
No auge da canção
desencantada,
ferve. Oh! caos...
A minha dor dormiu
cansada,
entristecida...
dormiu com bandeira hasteada,
como flechas
de espinhos
O dorso da minha dor
tem esporas
que cantam a ternura
dos nós dos marinheiros,
quando marchavam
nas ondas
do mar revolto

