Hoje, eu caminhei na estrada do vazio, andei sem direção. Mas o intuito era me distanciar de ti. Num certo ponto, sentei e conversei com o silêncio, falei sobre o amor e a solidão. Expliquei minha trajetória, minhas dores e meus amores. Disse à solidão que nasci para ser poeta, disse que nasci predestinado a tecer a dor. O silêncio ficava sem dizer uma palavra. Eu, então, comecei a falar de ti. Falei do súbito rompante de amor que eu sentira por ti antes mesmo de te conhecer; eu, pois, já soubera que tu existias. Falei dos meus sonhos e desejos. Mas o silêncio que me escutara sem eu saber por muitos anos antes de o ver, quebrou o vazio de sua fala a dizer que eu nasci e sofri para te encontrar e amar. Mesmo que em silêncio, eu deveria sonhar. E por ti ao mundo, por meus escritos, explanar o quanto é lúcido e perfeito amar.
Por isso, agora, em silêncio, tecerei os meus mais lindos escritos de amor por ti. O destino, talvez, contar-te-a.
Rustic writer
Russiann_poet

