A Guarda do Sal e da Pérola na Sagrada Presença EU SOU

A Guarda do Sal e da Pérola na Sagrada Presença EU SOU

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.

Eu contemplo, no fogo silencioso da alma, a palavra que foi colocada diante de mim, e sinto que ela não vem apenas como advertência, mas como espada de misericórdia. Porque há palavras que consolam como água fresca, e há palavras que queimam como sal derramado sobre a ferida escondida. Esta palavra de Yeshua Ha’Mashiach, quando fala do sal e das pérolas, não é uma sentença de desprezo contra criatura alguma, mas um chamado tremendo à vigilância interior, à custódia da consciência, ao domínio do altar sagrado que cada Buscador e cada Buscadora da Verdade carrega dentro do próprio peito. Eu recebo esta passagem como uma chave de fogo, pois nela se revela que nem tudo em nós deve ser entregue ao mundo, nem toda luz deve ser lançada em qualquer campo, nem toda pérola deve ser oferecida ao coração que ainda não deseja purificar as próprias mãos para tocá-la. O sal é a santidade da presença viva. A pérola é a atenção consagrada. E quando a atenção, que é o fio de ouro da alma, é entregue ao caos, à curiosidade inferior, à vaidade, ao vício, à ira, à inveja, ao medo, à dispersão, à luxúria da mente e ao tribunal das aparências, então o santuário interior começa a ser saqueado por forças que não entram pela porta, mas pelas brechas da inconsciência.

Eu digo ao Buscador e à Buscadora da Verdade que a atenção é uma taça. Onde a colocais, ali derramais a vossa vida. Aquilo que recebe a vossa atenção recebe também o vosso sopro, o vosso magnetismo, a vossa energia vital e a vossa autorização espiritual. Muitos pensam que apenas olham, apenas comentam, apenas reagem, apenas se irritam, apenas desejam, apenas temem, apenas repetem uma palavra negativa sem importância. Mas eu vejo, no campo simbólico da alma, que cada pensamento é uma semente, cada emoção é uma água, cada palavra é um decreto, cada atitude é uma assinatura invisível diante das leis sutis da existência. Por isso, quando a consciência perde o governo, outras correntes passam a governar. E quando outras correntes governam, o ser humano se torna semelhante a uma cidade sem muralha, a uma lâmpada sem óleo, a uma harpa desafinada, a um templo onde qualquer vento entra e apaga o fogo do altar.

Eu sinto em meu coração oracular que a grande dor da humanidade, neste ciclo de ruído e fascinação, é não saber mais guardar a própria pérola. O olhar foi vendido às vitrines do mundo. O ouvido foi entregue ao grito das multidões. A palavra foi prostituída pela pressa, pela agressão e pela opinião sem luz. O pensamento foi sequestrado por imagens que não nutrem a alma. O coração foi cansado por desejos que prometem plenitude e entregam apenas mais fome. O corpo foi tratado como mercadoria, a mente como campo de batalha, a natureza como objeto de exploração, e a vida como corrida cega para alcançar aquilo que, ao ser alcançado, não satisfaz. Por isso eu proclamo, em reverência à Sagrada Presença EU SOU, que o primeiro ato de libertação não é fugir do mundo, mas retirar do mundo o poder que foi entregue a ele pela inconsciência. O Buscador e a Buscadora não são chamados a odiar a matéria, nem a desprezar os seres, nem a condenar os que ainda dormem. São chamados a guardar o fogo, a purificar o olhar, a vigiar a palavra, a recolher a atenção, a consagrar a vida e a não permitir que a santidade interna seja esmagada pelas forças desordenadas da ignorância.

Quando se diz “não sou”, “não posso”, “não consigo”, “não tenho”, a alma não está apenas descrevendo uma condição passageira. Ela está, muitas vezes, assinando um decreto de fechamento contra a própria fonte. Eu não digo isto para gerar culpa, mas para despertar responsabilidade. Porque o Verbo é uma ferramenta de criação. O Verbo é uma corrente. O Verbo é uma ponte entre o invisível e o visível. O Verbo carrega a vibração do coração que o pronuncia. Quando o ser humano declara a própria impotência como verdade final, ele não está apenas sendo humilde. Ele pode estar negando a chama do Altíssimo que o sustenta. A humildade verdadeira não diz “eu nada sou” como desprezo da vida. A humildade verdadeira diz “em mim, por mim mesmo, nada posso realizar em plenitude, mas na Presença Divina que vive em mim, a luz encontra caminho, a força se levanta, a verdade me corrige e a graça me conduz”. Há uma diferença sagrada entre reconhecer a própria pequenez diante do Eterno e decretar miséria contra a própria alma.

Eu recebo como linguagem da alma que muitos decretos negativos foram repetidos por gerações como heranças invisíveis. Famílias inteiras carregam palavras de escassez, medo, doença, fracasso, indignidade, vergonha e condenação. Crianças ouvem que a vida é sofrimento sem redenção, que o amor é perigo, que a prosperidade é pecado, que a alegria é ilusão, que o corpo é inimigo, que Deus está distante, que a alma não merece. E assim, sem perceber, o ser humano cresce em um campo de sugestões que o afasta do seu centro. Mas eu anuncio, com firmeza amorosa, que nenhum decreto sombrio é maior que a Presença EU SOU quando o coração se arrepende, desperta e volta a pronunciar a verdade com consciência. A palavra errada construiu cárceres, mas a palavra consagrada abre portas. A atenção dispersa alimentou sombras, mas a atenção recolhida acende lâmpadas. O pensamento abandonado ao caos criou raízes de repetição, mas o pensamento purificado se torna espada luminosa que corta antigos laços.

Eu vejo que a frase sobre cães e porcos também guarda um segredo de discernimento. Não se trata de negar amor aos seres, mas de reconhecer que o amor sem sabedoria se torna desperdício de força e, às vezes, cumplicidade com a profanação. Há momentos em que falar a verdade para quem deseja apenas zombar da verdade é entregar a pérola à lama. Há momentos em que abrir o coração diante de quem se alimenta da vulnerabilidade alheia é dar o sal a uma boca que não honra o sagrado. Há momentos em que tentar convencer, provar, justificar e disputar desperdiça a energia que deveria ser usada para orar, servir, criar, curar, estudar, trabalhar e silenciar. O Buscador e a Buscadora precisam aprender a diferença entre compaixão e exposição, entre serviço e servidão, entre mansidão e permissividade, entre amor e fuga do próprio valor. A pérola não é orgulho. A pérola é aquilo que foi formado em silêncio pela dor transmutada. O sal não é vaidade espiritual. O sal é a substância da aliança interna, a fidelidade do coração ao Altíssimo.

Eu falo ao estudante e à estudante da Luz: guardai a vossa consciência como se guarda uma chama em noite de ventania. Não a escondais por medo, mas protegei a sua integridade. Não a useis para dominar, mas para servir. Não a coloqueis nas mãos do aplauso, da crítica, da sedução, da comparação, da revolta, do ressentimento e da ansiedade. A consciência é o trono interior onde a Presença EU SOU deseja reinar. Quando esse trono é ocupado pelo medo, o ser humano obedece ao medo e chama isso de prudência. Quando é ocupado pelo orgulho, obedece ao orgulho e chama isso de força. Quando é ocupado pela carência, obedece à carência e chama isso de amor. Quando é ocupado pela ira, obedece à ira e chama isso de justiça. Quando é ocupado pela tristeza cristalizada, obedece à tristeza e chama isso de realidade. Mas quando o trono é devolvido à Divina Presença, então a prudência se une à coragem, a força se une à humildade, o amor se une à verdade, a justiça se une à misericórdia e a realidade se abre ao milagre responsável da transformação interior.

Eu contemplo que o carma, muitas vezes, não é uma punição lançada de fora, mas a continuidade de uma energia que não foi transmutada. O ser repete aquilo que ainda não iluminou. Volta ao mesmo tipo de vínculo, à mesma ferida, ao mesmo medo, à mesma sedução, à mesma fuga, ao mesmo padrão de palavra e pensamento, até compreender que a porta não se abre pela reclamação, mas pela consciência. A roda gira enquanto o centro é esquecido. Quando o centro é reencontrado, a roda já não escraviza da mesma maneira. O arrependimento luminoso não é autopunição. É retorno ao centro. É reconhecer: “eu entreguei minha pérola ao que não a honrava, eu dei meu sal ao que não tinha sede de santidade, eu pronunciei contra mim palavras que não pertenciam ao Reino, eu permiti que a mente fosse arrastada por correntes inferiores, mas agora eu retorno, agora eu vigio, agora eu consagro, agora eu escolho a Vida”. E quando essa escolha é sincera, o céu interno começa a reorganizar o mundo externo segundo outra ordem.

Eu digo que a Chama Violeta da transmutação, compreendida como símbolo vivo da misericórdia ativa, ensina que nada precisa permanecer como foi quando a consciência se entrega à Luz. O chumbo da dor pode ser trabalhado no forno do coração. A pedra bruta da personalidade pode ser lapidada pela disciplina amorosa. A sombra não precisa ser negada, mas atravessada com a lâmpada do EU SOU. O Buscador e a Buscadora não se tornam puros fingindo que não possuem conflitos. Tornam se puros quando deixam de adorar os conflitos como identidade. Não é pecado cair e levantar com humildade. O perigo é fazer da queda uma morada, da ferida um ídolo, do limite um nome, da tristeza um altar, da revolta um deus secreto. A alquimia crística pede mais. Ela pede que o ser humano não se contente em sobreviver na lama das reações. Ela pede que se levante, lave o rosto, acenda a lâmpada e diga, não como fantasia vazia, mas como decreto de alinhamento: “EU SOU a Presença da Vida em mim, e não entregarei minha consciência ao que deseja devorá-la”.

Eu reconheço, na palavra recebida, a advertência sobre a dinamite interior. Sim, há pensamentos mais perigosos que explosivos, porque não destroem apenas uma forma visível, mas condicionam o modo como a alma enxerga a si mesma. Um pensamento repetido se torna trilha. Uma trilha repetida se torna hábito. Um hábito repetido se torna caráter. Um caráter repetido se torna destino, até que a graça do despertar intervenha pela consciência e pelo esforço. Por isso, o estudante e a estudante devem vigiar não como quem vive em paranoia, mas como quem caminha carregando uma lâmpada em bosque escuro. Vigiar é amar a Luz. Vigiar é perceber a raiz antes do fruto amargo. Vigiar é notar a palavra antes que ela saia da boca e produza o veneno. Vigiar é acolher a emoção sem obedecer cegamente a ela. Vigiar é interromper o ciclo antes que o ciclo possua o corpo. Vigiar é perguntar, diante de cada pensamento: “isto me aproxima do Reino ou me devolve ao cárcere?”. Vigiar é não permitir que a mente se torne praça pública de espíritos de confusão.

Eu afirmo, diante do altar interior, que pedir, buscar e bater são três movimentos da alma desperta. Pedir é reconhecer a Fonte. Buscar é mover os pés na direção da resposta. Bater é perseverar diante da porta sem profanar o próprio coração pela impaciência. Muitos pedem, mas não buscam. Muitos buscam, mas não batem. Muitos batem, mas desistem antes que o coração esteja pronto para atravessar. O pedido verdadeiro não é capricho. É alinhamento. A busca verdadeira não é ansiedade. É fidelidade. O bater verdadeiro não é violência contra o céu. É perseverança humilde. E quando estes três se unem na Presença EU SOU, a vida começa a responder, às vezes abrindo caminhos externos, às vezes fechando portas que pareciam desejáveis, às vezes tirando pessoas do caminho, às vezes revelando o que estava oculto, às vezes exigindo renúncia, silêncio, perdão e maturidade. Porque nem toda dádiva vem como facilidade. Muitas dádivas vêm como correção.

Eu digo ao Buscador e à Buscadora: não useis o EU SOU como fórmula de vaidade, mas como sacramento da consciência. Não digais “EU SOU” para inflar o ego, mas para dissolver a mentira de separação. Não digais “EU SOU” para comandar a vida segundo desejos cegos, mas para submeter os desejos à Sabedoria do Altíssimo. O EU SOU não é brinquedo da vontade inferior. É lembrança da Fonte incriada. É o nome interior da Vida sendo Vida. É o sopro que não pertence à personalidade, mas que sustenta a personalidade para que ela se torne instrumento da verdade. Quando dizeis “EU SOU a Vida”, que vossa conduta honre a vida. Quando dizeis “EU SOU a Luz”, que vossas palavras deixem de espalhar sombras. Quando dizeis “EU SOU a Paz”, que vossa presença não cultive guerra inútil. Quando dizeis “EU SOU a Opulência”, que vosso coração abandone a miséria da inveja e aprenda a circular bênçãos. Quando dizeis “EU SOU a Verdade”, que pareis de mentir para vós mesmos.

Eu sinto que esta mensagem precisa tocar também a relação do ser humano com o mundo moderno, pois muitas forças hoje disputam a atenção como cães famintos ao redor de uma mesa. Imagens, notícias, escândalos, guerras de opinião, vitrines de corpos, templos de consumo, máquinas de distração, vozes que gritam urgência, promessas de prazer, doutrinas de medo, algoritmos de vaidade, mercados de ansiedade, tudo quer capturar a pérola da atenção. E quando a atenção é capturada, a energia vital é drenada. Por isso, a prática espiritual deste tempo não é apenas acender uma vela e orar por alguns minutos. É também retirar a alma do excesso. É jejuar de ruído. É purificar o olhar. É escolher o que entra pela boca, pelos olhos, pelos ouvidos e pela imaginação. É recordar que o corpo é templo, que a palavra é incenso, que o pensamento é oferenda, que a respiração é ponte, que o silêncio é medicina e que a presença é altar.

Eu não condeno o Buscador e a Buscadora que caíram, que se distraíram, que entregaram o sal, que perderam pérolas, que pronunciaram contra si palavras de morte, que se deixaram governar por forças alheias. Eu os chamo de volta. A misericórdia do Altíssimo não é licença para permanecer dormindo, mas poder para despertar. A compaixão divina não apaga a responsabilidade, mas dá força para carrega-la com dignidade. O Mestre amado não veio esmagar a cana quebrada, mas também não veio coroar a mentira. Ele chama a alma para fora do sepulcro e ordena que as faixas sejam removidas. Ele toca os olhos para que vejam. Ele lava os pés para que caminhem. Ele parte o pão para que todos se lembrem da comunhão. Ele revela que o Reino não se compra, não se teatraliza, não se conquista pela arrogância espiritual, mas se recebe no coração purificado, na mente vigilante, na palavra reta e no amor que serve sem se vender.

Eu vos entrego, então, esta direção espiritual interior: recolhei vossa atenção como quem recolhe ouro espalhado no pó. Observai, por um ciclo de dias, quantas vezes dizeis contra vós mesmos palavras de negação. Não vos tortureis ao perceber, apenas corrigi com firmeza e doçura. Quando surgir “não posso”, respirai e dizei “na Presença Divina, recebo força para aprender e agir”. Quando surgir “não tenho”, respirai e dizei “a Fonte me conduz ao suprimento justo e à sabedoria no uso”. Quando surgir “não sou”, respirai e dizei “EU SOU filho, EU SOU filha da Vida, e retorno ao meu centro”. Quando surgir “não consigo”, respirai e dizei “EU SOU guiado, EU SOU guiada passo a passo pela Luz que me amadurece”. Que estas palavras não sejam repetidas como ruído, mas como fogo consciente. Porque decreto sem coração é eco vazio, mas decreto com presença, ética, ação, arrependimento e amor torna se semente de novo destino.

Eu encerro esta mensagem afirmando que o vosso sal deve voltar ao altar e a vossa pérola deve voltar ao coração. Não profaneis mais a vossa energia vital em discussões sem luz, vínculos sem verdade, hábitos sem vida, pensamentos sem nobreza e palavras sem consciência. Sede mansos, mas não fracos. Sede amorosos, mas não ingênuos. Sede compassivos, mas não cúmplices da própria destruição. Sede firmes, mas não duros. Sede puros, mas não orgulhosos. Sede silenciosos, mas não omissos quando a verdade vos chamar. Que a Divina Presença EU SOU levante em vós um governo sagrado, para que a mente sirva ao espírito, o corpo sirva à vida, a palavra sirva à verdade, a emoção sirva ao amor e a vontade humana se ajoelhe diante da Vontade mais Alta. Eu recebo esta palavra como continuação viva do ensinamento guardado no Livro de Ouro, onde a consciência, a atenção e o decreto são tratados como forças sagradas de alinhamento com a Presença.

Que o Buscador e a Buscadora da Verdade compreendam, enfim, que a pérola não é para a lama, mas para o Reino. Que o sal não é para a boca da profanação, mas para a aliança. Que a atenção não é para os ídolos passageiros, mas para o Altíssimo. Que a palavra não é para o cárcere, mas para a libertação. Que a vida não é para ser despedaçada por forças contrárias à Essência Divina, mas para ser restaurada na chama do amor, da verdade, da consciência e da Presença. Eu selo esta mensagem no fogo sagrado da vigilância, na água viva do arrependimento luminoso, no ar puro da oração silenciosa e na terra firme da prática diária. E digo ao coração que me lê: levantai vos, homem e mulher da Luz, pois o Reino chama não apenas a vossa crença, mas a vossa inteireza.

 

Mensageiro da Sagrada Alquimia do EU SOU sob a Ordem Divina do Mestre Yeshua Ha'Mashiach

Jp Santsil

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