1°ato/ cena 3: O mar bravio e o olhar
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1°ato/ cena 3: O mar bravio e o olhar

O poeta admira a beleza, encanta-se com a dor; em escritos, descreve o que ninguém consegue enxergar.

 

"Por que não me escuta?" Grita o poeta em noite escura sem nenhuma estrela nos céus. Céus de seus mundos por onde vaga sem encontrá-la; a sua face reflete o breu do céu negro e um vazio como o olhar dela.

 

Ao amanhecer, sol escaldante queima a sua pele no momento em que ele senta à beira do mar, o mar bravio é antagonista do céu azul que, sem nuvem, está reluzente e límpido.

 

O seu olhar pautado, o olhar do poeta, enxerga o que ninguém consegue admirar; ele vê beleza em detalhes singulares, por esse motivo, ele admira o mar bravio e, então, lembra-se do olhar dela!

 

"Mostre-me mais uma vez o seu olhar!" Implora o poeta àquela do olhar bravio com chamas de fogo. O brilho do seu olhar desenhado em formato amendoado atravessa o coração do poeta como uma flecha. Flecha de desprezo pelo seu amor.

 

Russiann_poet

Nordic Writer