1° Ato/ cena 4: A Arte e a Guerra
Em sua dicotomia existencial, o poeta vaga por mundos de ilusões; dentro de si há uma luta entre a Arte e a Guerra. A Arte é o seu mundo de sonhos e devaneios àquela que o leva à dor. "Não desapareça de meus mundos!" Grita o poeta com a voz embargada por um choro que desfalece a sua face e sepulcra a alma. O silêncio existencial que ela remete o faz sentir a face da intrínseca dor na alma. A Guerra é o seu mundo real, a luta diária para tirá-la de seus pensamentos, de seu olhar, de seu coração. "Evite-me, por favor?" Pensa o poeta com seus olhos cheios de lágrimas por tentar entender que a vida, às vezes, não se faz arte, e a dor é o caminho a se seguir, um caminho que só tem vida em seus escritos.
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