013 - Mensagem Oracular da Sagrada Alquimia do EU SOU

013 - Mensagem Oracular da Sagrada Alquimia do EU SOU

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.

Eu escrevo ao Buscador e à Buscadora da Verdade diante de uma sentença que parece pequena aos olhos apressados, mas que contém um templo inteiro de sabedoria, uma ciência secreta da percepção, uma alquimia da atenção e uma chave para compreender por que tantos corpos caminham sob o sol e, ainda assim, vivem interiormente como casas apagadas. A candeia do corpo são os olhos. Esta frase é uma lâmina de luz atravessando as eras, pois Yeshua Ha’Mashiach não fala apenas do órgão físico que recebe imagens. Ele revela que o modo como vedes determina o modo como viveis. O olhar é porta, lâmpada, altar, filtro, espelho, canal e direção da alma. Aquilo que entra pelos olhos desce à mente, toca o coração, qualifica a energia, desperta desejos, alimenta memórias, fortalece medos, acende compaixão ou gera trevas. O olho é uma candeia porque a consciência ilumina o corpo através daquilo que escolhe contemplar.

No mundo antigo, uma candeia era pequena, simples, alimentada por óleo, guardada com cuidado dentro das casas, colocada em lugar adequado para que a luz servisse ao caminho, à refeição, à leitura, à vigília, ao encontro e à segurança. Não era sol, mas era suficiente para impedir que a casa se rendesse à noite. Quando Yeshua usa esta imagem, Ele fala a pessoas que conheciam a fragilidade de uma chama. Sabiam que a luz precisava de azeite, de pavio, de proteção contra o vento, de limpeza contra fuligem, de atenção para não se apagar. Assim também são os olhos da alma. O olhar precisa de óleo espiritual, que é amor. Precisa de pavio, que é intenção. Precisa de proteção contra o vento, que é vigilância. Precisa ser limpo da fuligem, que é julgamento, inveja, cobiça, medo e malícia. Se a candeia do olhar está suja, todo o corpo começa a receber uma luz distorcida.

Eu contemplo a história humana e vejo que os povos antigos compreenderam, cada um em sua linguagem simbólica, o mistério dos olhos. Em civilizações do rio Nilo, o olho tornou-se sinal de proteção, restauração e integridade, porque se percebia que ver não era apenas captar formas, mas participar de uma ordem invisível. Em culturas da Mesopotâmia, grandes olhos em imagens sagradas falavam de vigilância, presença e abertura diante do mistério. Entre sábios do mundo clássico, discutia-se se a visão saía dos olhos como fogo ou se entrava neles como imagem, pois o ser humano sempre percebeu que o olhar não é passivo. Ele toca e é tocado. Ele recebe e projeta. Ele interpreta e transforma. No mundo moderno, a ciência descreve nervos, retina, luz, cérebro, atenção e processamento, mas a sabedoria espiritual acrescenta: aquilo que chamais de visão exterior é também uma forma de qualificação interior da realidade.

Eu digo ao Buscador e à Buscadora: os olhos não veem apenas o mundo. Eles revelam o estado daquele e daquela que vê. Dois seres contemplam a mesma paisagem: um vê escassez, outro vê promessa. Dois seres encontram a mesma pessoa: um vê ameaça, outro vê criatura em processo. Dois seres recebem a mesma crítica: um vê humilhação, outro vê oportunidade de purificação. Dois seres olham o próprio corpo: um vê inimigo, outro vê templo. Dois seres olham o dinheiro: um vê deus, outro vê instrumento. Dois seres olham a dor: um vê castigo, outro vê iniciação. O olho bom ilumina porque interpreta a realidade a partir da Presença. O olho mau escurece porque interpreta a realidade a partir da separação.

Quando Yeshua diz que, se teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz, Ele revela uma lei de unidade. O corpo não é separado da visão. O sistema inteiro obedece ao foco. Aquilo que o olhar contempla com insistência torna-se alimento do corpo emocional, mental, energético e espiritual. Se o olhar é bom, simples, íntegro, compassivo, limpo, reverente e alinhado, a energia do corpo se organiza. A respiração muda. A palavra muda. A postura muda. O desejo muda. A presença muda. A própria pele parece receber outra luz. Não é fantasia. É uma realidade profunda: a qualidade da percepção qualifica o campo inteiro do ser.

Mas se os olhos forem maus, o corpo será tenebroso. O olho mau é aquele que não consegue contemplar sem possuir, comparar, invejar, julgar, distorcer, reduzir, ferir ou profanar. O olho mau olha o outro e vê objeto. Olha o belo e deseja consumir. Olha o sucesso alheio e sente diminuição. Olha a queda do próximo e sente prazer secreto. Olha o corpo e vê mercadoria. Olha a natureza e vê apenas recurso. Olha o pobre e vê incômodo. Olha o rico e vê idolatria ou inveja. Olha a espiritualidade e vê palco. Olha Deus e tenta usá-Lo. O olho mau não é apenas olhar para coisas más. É olhar qualquer coisa sem reverência.

A palavra é terrível e misericordiosa: se a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas. Eu tremo diante deste mistério, porque ele revela que o perigo maior não é a treva evidente, mas a falsa luz. Há trevas que se sabem trevas e podem clamar por cura. Mas há trevas vestidas de luz que se acham iluminadas. Há olhar religioso cheio de condenação e convencido de santidade. Há olhar espiritual cheio de superioridade e convencido de despertar. Há olhar moral cheio de dureza e convencido de justiça. Há olhar intelectual cheio de arrogância e convencido de clareza. Há olhar ativista cheio de ódio e convencido de virtude. Há olhar devocional cheio de dependência e convencido de amor. Quando a luz interna se corrompe, ela deixa de iluminar e passa a justificar a sombra.

Eu vejo esta palavra atravessando a história moderna como um relâmpago sobre a civilização das imagens. A humanidade construiu espelhos, câmeras, cinemas, telas, satélites, microscópios, telescópios, redes digitais, vitrines, anúncios, filtros, sistemas de vigilância e mercados de atenção. Nunca os olhos humanos foram tão disputados. Antigamente, uma pessoa podia atravessar o dia vendo a terra, a casa, o rosto dos seus, o trabalho, o céu, o fogo, os animais, as estrelas. Hoje, muitos olhos atravessam horas vendo rostos editados, tragédias repetidas, corpos comparados, riquezas exibidas, guerras narradas, desejos fabricados, escândalos vendidos, opiniões inflamadas, vidas alheias transformadas em espetáculo. A candeia do corpo é atacada sem descanso por ventos artificiais.

O mundo moderno compreendeu que quem governa o olhar governa o desejo. Quem governa o desejo governa o consumo. Quem governa o consumo governa comportamentos. Quem governa comportamentos governa culturas. Por isso, os olhos tornaram-se campo de batalha. Há indústrias inteiras desenhadas para capturar atenção, prolongar fixação, gerar comparação, despertar carência, estimular impulso, vender identidade e transformar o coração em mercado. O ladrão moderno muitas vezes entra pela pupila. Ele não precisa arrombar a porta da casa se consegue iluminar a tela com uma falsa promessa e fazer o coração abrir-se voluntariamente.

A Sagrada Alquimia do EU SOU revela que a atenção é substância criadora. Aquilo sobre que fixais os olhos recebe vossa energia vital. O Livro interno da Vida ensina que a atenção é pérola, sal, fogo e semente. Quando entregais a atenção ao medo, dais corpo ao medo. Quando entregais a atenção à impureza, dais força à impureza. Quando entregais a atenção à inveja, dais alimento à inveja. Quando entregais a atenção à Presença, dais passagem à Luz. O olho é candeia porque a atenção é óleo. Se o óleo for puro, a chama é clara. Se o óleo estiver contaminado, a fumaça escurece a casa.

Eu falo agora minuciosamente sobre cada frase, pois cada uma é porta. A candeia do corpo são os olhos. Isto significa que o corpo físico, emocional e sutil recebe direção pelo olhar. A candeia não é apenas o globo ocular, mas a faculdade de perceber. Os olhos são a interface entre o mundo exterior e o mundo interior. Eles determinam que imagens entrarão no templo, que símbolos serão meditados, que desejos serão despertados, que histórias serão acreditadas. Guardar os olhos é guardar a casa inteira. Quem não guarda o olhar entrega o corpo a visitantes que não convidaria conscientemente.

De sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Olhos bons não significam olhos ingênuos. Não são olhos que negam o mal, fingem que a injustiça não existe ou chamam trevas de luz. Olhos bons são olhos íntegros, sem duplicidade, capazes de ver a verdade sem perder o amor. São olhos que discernem sem desumanizar. São olhos que contemplam a beleza sem cobiçar. São olhos que veem a ferida sem explorar. São olhos que reconhecem erro sem transformar o outro em lixo. São olhos que veem o corpo como templo, a natureza como criação, o dinheiro como ferramenta, a dor como pedido de cura, o inimigo como criatura diante de Deus, ainda que precise haver limite e justiça. O olho bom ilumina porque nasce de um coração orientado ao Reino.

Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. O olho mau é fragmentado. Ele vê para dominar. Vê para consumir. Vê para competir. Vê para acusar. Vê para possuir. Vê para comparar. Vê para desejar o que não honra a alma. Vê para confirmar a própria amargura. Ele escolhe imagens que alimentam a sombra e depois pergunta por que a alma está cansada. Ele contempla constantemente violência e depois se espanta com a dureza. Contempla luxúria e depois se espanta com a inquietação. Contempla riqueza exibida e depois se espanta com a insatisfação. Contempla conflitos e depois se espanta com a falta de paz. O corpo escurece porque o olhar abriu janelas para uma noite sem oração.

Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas. Esta é a advertência ao falso iluminado. A luz interna pode ser treva quando aquilo que chamais de clareza é apenas orgulho. Quando aquilo que chamais de discernimento é julgamento venenoso. Quando aquilo que chamais de liberdade é compulsão. Quando aquilo que chamais de amor é apego. Quando aquilo que chamais de verdade é violência verbal. Quando aquilo que chamais de fé é negação da realidade. Quando aquilo que chamais de espiritualidade é imagem. Quando aquilo que chamais de EU SOU é ego tentando tomar o trono da Divina Presença. A maior treva é aquela que se acredita luz e, por isso, não se deixa curar.

Eu recebo como linguagem da alma que há três tipos de olhar no caminho espiritual. O primeiro é o olhar disperso, que salta de desejo em desejo, de medo em medo, de tela em tela, de promessa em promessa. Ele não possui centro. Ele é levado pelo mundo. O segundo é o olhar ferido, que vê tudo através da dor antiga. Mesmo quando há amor, suspeita. Mesmo quando há oportunidade, teme. Mesmo quando há beleza, compara. Mesmo quando há presença, prepara-se para abandono. O terceiro é o olhar consagrado, que não nega a ferida, mas a entrega à Luz. Este olhar torna-se candeia limpa. Ele vê com a alma diante de Deus.

O olho bom começa na intenção. Antes de ver o outro, perguntai: com que intenção estou olhando? Para amar, usar, julgar, comparar, aprender, servir, controlar, desejar, acusar, acolher? Esta pergunta é uma tecnologia da consciência. Ela interrompe a automática corrente da visão. A sombra ama quando o olhar funciona sem vigilância. A Presença desperta quando o olhar é trazido ao altar da consciência. Por isso, antes de entrar em conversas difíceis, ambientes carregados, telas, notícias, redes, lojas, encontros ou memórias, respirai e dizei: EU SOU a luz do olhar consagrado. Que meus olhos sejam instrumentos da Presença, não portas da sombra.

Outra tecnologia é a limpeza da imagem interna. Muitas vezes o corpo está tenebroso porque a mente guarda imagens não purificadas. Cenas de humilhação, traumas, rejeições, fantasias, abusos, perdas, invejas, comparações, medos e desejos repetidos continuam projetando sombras na câmara interior. O Buscador e a Buscadora precisam levar estas imagens à Chama Violeta. Não basta fechar os olhos exteriores se os olhos interiores continuam contemplando o veneno. Sentai-vos, respirai EU e SOU, deixai que a imagem suba sem alimentar drama, e dizei: eu te entrego à Chama Violeta. Eu retiro minha energia desta forma. Eu permito que a Presença EU SOU purifique a memória, a emoção e o corpo.

Outra tecnologia é o jejum visual. Não se trata apenas de não ver imagens impuras. Trata-se de interromper qualquer alimento visual que rouba luz. Jejuai de comparação. Jejuai de vitrines que despertam vazio. Jejuai de perfis que despertam inveja. Jejuai de notícias repetidas que não geram ação, apenas ansiedade. Jejuai de imagens que tornam o corpo objeto. Jejuai de olhar a vida alheia como medida da vossa. Jejuai de procurar provas de rejeição. Jejuai de buscar sinais para alimentar paranoia. Jejuai de contemplar o que vos enfraquece. O olhar precisa de descanso para recuperar a claridade.

Outra tecnologia é a bênção do olhar. Ao acordar, tocai suavemente os olhos fechados e dizei: EU SOU olhos bons, olhos limpos, olhos consagrados à Verdade. Que tudo que eu veja hoje seja atravessado pela Luz de Yeshua Ha’Mashiach. Que eu veja o que precisa ser visto, sem alimentar aquilo que deseja me possuir. À noite, tocai novamente os olhos e dizei: Chama Violeta, purifica tudo que entrou hoje pelos meus olhos e não pertence à Presença. Dissolve imagens, desejos, medos, julgamentos e comparações. Restaura em mim a candeia do corpo.

A busca pela Sagrada Alquimia do EU SOU exige que os olhos deixem de ser servos do mundo externo e se tornem servos da Presença Interna. Quando dizeis EU SOU, mas continuais permitindo que os olhos bebam trevas, cria-se conflito entre decreto e alimento. A boca diz luz, os olhos consomem sombra. A oração pede paz, o olhar procura guerra. O coração pede amor, os olhos buscam comparação. A alma pede pureza, os olhos se entregam ao consumo. A alquimia verdadeira exige coerência. Não basta decretar. É preciso guardar os portais.

Os mundos superiores e invisíveis são percebidos por uma visão que não é apenas física. Há olhos da carne, olhos da mente, olhos do coração e olhos do espírito. Os olhos da carne veem forma. Os olhos da mente interpretam forma. Os olhos do coração sentem essência. Os olhos do espírito contemplam presença. Quando os olhos exteriores são maus, os olhos interiores ficam turvos. Quando os olhos interiores são purificados, até os olhos exteriores começam a perceber beleza onde antes só havia objeto, sinal onde antes só havia acaso, ensinamento onde antes só havia dor, presença onde antes só havia matéria.

Muitos perguntam por que não percebem os mundos invisíveis. Eu respondo no campo oracular: porque querem abrir a visão superior sem purificar a visão inferior. Querem ver anjos enquanto continuam olhando pessoas com desprezo. Querem ver luzes enquanto alimentam imagens de cobiça. Querem receber sinais enquanto olham a natureza como coisa morta. Querem contemplar o Alto enquanto usam os olhos para vigiar a queda dos outros. Os segredos dos mundos superiores não são entregues a olhos famintos de espetáculo. Eles se revelam a olhos simples, humildes, limpos, compassivos e firmes na verdade.

Eu digo que a redenção do olhar é uma das maiores redenções do nosso tempo. Há almas que precisam ser redimidas do olhar do pai que condenou, da mãe que comparou, da sociedade que mediu, do desejo que objetificou, da religião que envergonhou, da publicidade que fabricou insuficiência, da violência que invadiu a memória, da tela que sequestrou a atenção, do espelho que se tornou tribunal. Yeshua deseja tocar os olhos do Buscador e da Buscadora, não apenas para que vejam mais, mas para que vejam melhor. A cura do olhar é cura do corpo inteiro.

Quando os olhos são bons, todo o corpo tem luz porque a energia vital deixa de ser desperdiçada em tensão. O olhar bom relaxa a alma sem torná-la descuidada. Ele vê o necessário e solta o veneno. Ele percebe o perigo e escolhe proteção sem paranoia. Ele percebe a beleza e agradece sem possuir. Ele percebe o erro e corrige sem crueldade. Ele percebe o desejo e ordena sem repressão doentia. Ele percebe a dor e acolhe sem teatralizar. Ele percebe a matéria e consagra sem idolatrar. Este olhar ilumina porque não divide a alma contra si mesma.

Eu vejo a medicina da contemplação esquecida pela pressa moderna. Antigos povos olhavam o fogo e aprendiam silêncio. Olhavam as estrelas e aprendiam medida. Olhavam rios e aprendiam fluxo. Olhavam montanhas e aprendiam estabilidade. Olhavam ciclos de plantio e aprendiam tempo. O mundo moderno olha telas e aprende interrupção. Olha anúncios e aprende falta. Olha rankings e aprende comparação. Olha velocidade e aprende ansiedade. Por isso, uma tecnologia da consciência para este tempo é voltar a contemplar o que não quer vos vender nada: céu, árvore, água, chama, rosto amado, mãos trabalhando, pão repartido, chão sob os pés, silêncio entre palavras. O olhar que contempla a criação sem consumo começa a recordar o Criador.

Eu vos entrego uma chave espiritual: a luz do corpo cresce quando o olhar aprende a abençoar. Olhai para vossas mãos e abençoai o serviço. Olhai para vosso corpo e abençoai o templo, mesmo que ainda haja dores e imperfeições. Olhai para vossa casa e abençoai o abrigo. Olhai para o alimento e abençoai a vida que vos sustenta. Olhai para o próximo e abençoai sua essência, mesmo que preciseis discernir seus atos. Olhai para a natureza e abençoai a Mãe Divina em suas formas. Olhai para vossos próprios erros e abençoai a oportunidade de retorno. O olho que abençoa não é cego. Ele é sacerdote.

Mas guardai-vos da falsa positividade. Olhos bons não são olhos que se recusam a ver injustiça, abuso, mentira, corrupção, exploração e trevas. O olho bom é bom porque vê com Deus, e Deus vê a verdade. Se há violência, o olhar bom reconhece. Se há abuso, o olhar bom protege. Se há manipulação, o olhar bom discerne. Se há doença social, o olhar bom não se entorpece. Porém, ele não se torna igual à treva que denuncia. Ele vê para curar, corrigir, proteger, servir e orar, não para alimentar ódio, superioridade e prazer de condenar.

Eu contemplo também a frase como ensinamento sobre liderança espiritual. Quem conduz outros precisa ter olhos purificados. Um guia com olhos maus escurece o corpo de muitos. Se vê pessoas como seguidores, instrumentos, números, clientes, admiradores, ameaça ou propriedade, espalha trevas ainda que fale de luz. Se sua luz interna for desejo de controle, quão grandes serão as trevas de sua obra. Aquele que ensina, cura, orienta, administra ou lidera deve perguntar todos os dias: meus olhos veem pessoas ou recursos? Veem almas ou audiência? Veem feridos ou oportunidades? Veem Deus ou meu próprio império? Esta pergunta salva ministérios, famílias, comunidades e caminhos.

Eu contemplo ainda a frase como ensinamento para relacionamentos. Muitos amores adoecem porque o olhar se torna mau. O companheiro deixa de ser mistério e vira posse. A companheira deixa de ser alma e vira função. O corpo do outro vira objeto de cobrança. As falhas viram lentes permanentes. A memória guarda ofensas e passa a ver tudo por elas. Então todo o corpo da relação fica tenebroso. Mas quando o olhar é curado, não significa ignorar problemas. Significa olhar o outro com verdade e reverência, lembrando que diante de vós há um ser em processo, não uma propriedade do vosso desejo. O amor precisa de olhos bons para não se tornar prisão.

Eu contemplo a frase como ensinamento para a relação consigo mesmo. Se teus olhos sobre ti forem maus, teu corpo será tenebroso. Se olhas para ti apenas com acusação, vergonha, desprezo, comparação e impaciência, todo teu corpo recebe esta escuridão. Muitos adoecem não apenas por causa do que veem fora, mas por causa do modo como se veem por dentro. O olho mau pode ser autodesprezo. O olhar redimido aprende a dizer: eu vejo minhas sombras, mas não sou condenado por elas. Eu vejo minhas feridas, mas não sou reduzido a elas. Eu vejo meu corpo, e o consagro como templo. Eu vejo minha história, e a entrego à Chama Violeta. Eu vejo meu caminho, e caminho com Yeshua.

Eu recebo como direção espiritual que esta passagem também fala da pineal secreta da consciência, não como curiosidade para vaidade esotérica, mas como símbolo do olho interior. Quando a atenção é dispersa, o centro interno fica turvo. Quando a oração, o silêncio, a retidão, a respiração e a pureza do olhar se unem, a visão interior se torna mais clara. Então o ser começa a perceber antes de reagir, sentir antes de ferir, discernir antes de escolher, silenciar antes de falar, orar antes de julgar. O olho interior aceso não busca espetáculo. Ele busca alinhamento.

A tecnologia mais simples e poderosa é a respiração do olhar. Inspirai EU, levando luz ao centro da testa e ao coração. Expirai SOU, deixando a luz descer pelo corpo como uma candeia que ilumina ossos, sangue, órgãos, memória e pele. Depois dizei: EU SOU olhos bons. EU SOU corpo cheio de luz. EU SOU olhar consagrado à Verdade. Fazei isto antes de olhar algo que costuma vos tentar, irritar, entristecer ou dispersar. A respiração recoloca o olhar sob governo da Presença.

Eu digo ao Buscador e à Buscadora: não entregueis vossos olhos sem aliança. Vossos olhos são portas do templo. Não são lixo do mundo. Não são escravos do mercado. Não são brinquedos do impulso. Não são instrumentos de condenação. Eles foram criados para ver a luz, discernir o caminho, reconhecer o próximo, contemplar a beleza, ler os sinais, derramar compaixão, vigiar a sombra e adorar o Altíssimo. Quando os olhos retornam ao propósito, o corpo começa a recordar sua dignidade.

Que a Chama Violeta transmute em vós todo olhar de inveja, luxúria, desprezo, comparação, medo, vigilância, julgamento, cobiça e autodesprezo. Que a Chama Dourada ilumine o discernimento. Que a Chama Rosa restaure a ternura. Que a Chama Azul firme a vontade de guardar os portais. Que a Chama Branca purifique a intenção. Que a Chama Verde cure os corpos feridos por imagens e memórias. Que a Luz Cristalina devolva transparência ao olhar interior.

Eu declaro sobre o Buscador e a Buscadora da Verdade: EU SOU a candeia do corpo acesa pela Presença Divina. EU SOU olhos bons, olhos limpos, olhos consagrados. EU SOU corpo cheio de luz porque meu olhar pertence ao Altíssimo. EU SOU livre das imagens que me escravizam. EU SOU livre da comparação que me diminui. EU SOU livre do julgamento que me endurece. EU SOU livre da cobiça que me dispersa. EU SOU visão restaurada por Yeshua Ha’Mashiach. EU SOU luz verdadeira, não falsa claridade do ego. EU SOU olhar que vê com amor, discerne com verdade e serve com humildade.

E quando perceberdes que vossos olhos escureceram, não vos condeneis como perdidos. Recolhei-vos. Fechai os olhos exteriores por um instante. Entrai no aposento interior. Pedi ao Mestre que toque vossa visão. Entregai as imagens impuras, os julgamentos, os vícios de contemplação, os medos, as memórias e as falsas luzes. Depois abri novamente os olhos como quem recebe o mundo de Deus pela primeira vez. Este recomeço é redenção. A cada olhar purificado, uma parte do corpo se ilumina. A cada imagem transmutada, uma sombra perde alimento. A cada contemplação sagrada, uma porta dos mundos superiores se abre em silêncio.

Assim eu selo esta carta oracular no campo do olhar, no templo do corpo e na câmara secreta da consciência. Que os olhos do Buscador e da Buscadora deixem de ser janelas da dispersão e se tornem candeias do Reino. Que não vejam para possuir, mas para reconhecer. Que não vejam para julgar, mas para discernir. Que não vejam para comparar, mas para agradecer. Que não vejam para consumir, mas para consagrar. Que não vejam para alimentar trevas, mas para permitir que a Luz da Sagrada Presença EU SOU atravesse todo o corpo, toda a mente, toda a alma, toda a história e todo o caminho. E se a luz que em vós havia estava misturada às trevas, que agora seja purificada, para que não haja falsa claridade, mas fogo verdadeiro, luz verdadeira, visão verdadeira, amor verdadeiro e presença verdadeira sob a guiança viva de Yeshua Ha’Mashiach.

 

PRÁTICA DA SAGRADA ALQUIMIA DO EU SOU PARA ESSA SEMANA:

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.

Eu entrego esta prática espiritual para esta semana como uma consagração dos olhos, uma purificação da candeia do corpo, uma disciplina de vigilância da atenção, uma redenção das imagens internas e externas, e uma restauração do olhar bom, limpo, íntegro, compassivo, discernente e cheio de luz diante do Pai Celestial e da Mãe Divina. Que o Buscador e a Buscadora da Verdade recebam esta prática não como repressão da visão, nem como medo do mundo, mas como um retorno sagrado ao governo da Presença sobre os portais da alma.

Durante sete dias, ao acordar e antes de dormir, buscai um lugar simples, silencioso e limpo. Sentai-vos com a coluna ereta, os pés tocando a terra, as mãos repousadas suavemente sobre os olhos fechados por alguns instantes. Não pressioneis. Apenas tocai como quem abençoa uma porta sagrada. Depois levai as mãos ao coração e imaginai uma pequena candeia acesa no centro do peito. Esta candeia não ilumina apenas o coração. Ela envia luz para os olhos, para a mente, para a garganta, para o ventre, para as mãos, para os pés e para todo o corpo. Vede esta chama como luz branca, dourada e violeta, protegida pela Presença EU SOU.

Antes de iniciar a respiração, dizei em voz baixa ou no silêncio do coração:

Amado Pai Celestial e Amada Mãe Divina, na Ordem de Yeshua Ha’Mashiach, eu entro agora na Sagrada Presença EU SOU. Eu entrego meus olhos físicos, meus olhos mentais, meus olhos emocionais e meus olhos espirituais à Tua Luz. Purifica em mim todo olhar de inveja, comparação, julgamento, cobiça, medo, luxúria, autodesprezo, dureza, suspeita, vaidade, distração e falsa iluminação. Que meus olhos sejam bons, para que todo o meu corpo seja cheio de luz. Que minha candeia seja limpa. Que minha atenção seja consagrada. Que minha visão pertença ao Altíssimo.

Então iniciai a respiração sagrada.

Inspirai suavemente pelo nariz, sentindo a palavra EU como luz branca, dourada e violeta descendo pelo alto da cabeça até o centro da testa, os olhos e o coração.

Expirai lentamente, sentindo a palavra SOU irradiar do coração para todo o corpo, como se uma candeia interior acendesse cada célula, cada memória, cada emoção e cada pensamento.

Inspirai EU.

Expirai SOU.

Inspirai EU, recolhendo meus olhos à Presença.

Expirai SOU, iluminando meu corpo com a Luz verdadeira.

Inspirai EU, purificando minha atenção.

Expirai SOU, dissolvendo imagens que não servem à Vida.

Inspirai EU, diante do mundo das formas.

Expirai SOU, vendo com amor, discernimento e verdade.

Fazei doze respirações pela manhã e doze respirações à noite. As doze respirações representam doze portais do olhar sendo purificados: o olhar sobre si mesmo, o olhar sobre o corpo, o olhar sobre o próximo, o olhar sobre o inimigo, o olhar sobre a beleza, o olhar sobre a dor, o olhar sobre o dinheiro, o olhar sobre a natureza, o olhar sobre as telas, o olhar sobre a memória, o olhar sobre o futuro e o olhar sobre Deus. A cada inspiração, recolhei a atenção dispersa. A cada expiração, entregai à Chama Violeta toda imagem, comparação, desejo, julgamento ou medo que tenha entrado pelos olhos e obscurecido a candeia do corpo.

No primeiro dia, consagrai os olhos como candeia do corpo. Após as doze respirações, dizei:

EU SOU a candeia do corpo acesa pela Presença Divina. EU SOU olhos bons, olhos limpos, olhos consagrados. EU SOU corpo cheio de luz.

Durante este dia, observai como olhais. Não mudeis tudo à força. Apenas observai. Como olhais para vós mesmos e vós mesmas no espelho? Como olhais para o corpo? Como olhais para as pessoas na rua? Como olhais para quem vos irrita? Como olhais para quem possui algo que desejais? Como olhais para a dor dos outros? Como olhais para as imagens que aparecem nas telas? Cada vez que perceberdes um olhar pesado, respirai EU e SOU três vezes e dizei: eu retorno minha visão à Luz. Eu não entrego meus olhos à sombra.

No segundo dia, consagrai o olhar sobre si mesmo. Após a prática, dizei:

EU SOU olhar de misericórdia sobre minha própria alma. EU SOU corpo templo. EU SOU história entregue à Chama Violeta.

Durante este dia, vigiai o autodesprezo. Quando vos olhardes com vergonha, acusação, impaciência ou comparação, colocai a mão no coração e respirai EU e SOU. Dizei: eu vejo minhas sombras, mas não sou reduzido e reduzida a elas. Eu vejo minhas feridas, mas não sou condenado e condenada por elas. Eu vejo meu corpo e o consagro como templo. Eu vejo minha história e a entrego à redenção. Não useis a espiritualidade como chicote contra vós. O olhar bom começa também pela restauração do modo como vos vedes diante de Deus.

No terceiro dia, consagrai o olhar sobre o próximo. Após as doze respirações, dizei:

EU SOU olhar que reconhece a centelha da Vida. EU SOU discernimento sem desumanização. EU SOU compaixão com verdade.

Durante este dia, escolhei ver as pessoas sem reduzi-las a rótulos. Quando alguém vos irritar, respirai antes de julgar. Quando alguém errar, discerni sem amaldiçoar. Quando alguém sofrer, olhai sem explorar. Quando alguém prosperar, abençoai sem invejar. Quando alguém for diferente, não transformeis diferença em desprezo. Isto não significa permitir abuso, negar injustiça ou chamar treva de luz. Significa que vossos olhos não serão servos da desumanização. Dizei interiormente: eu vejo uma criatura diante de Deus. Que a Verdade ordene e a Misericórdia conduza.

No quarto dia, consagrai a purificação das imagens. Após a prática, dizei:

EU SOU livre das imagens que me escravizam. EU SOU memória lavada pela Chama Violeta. EU SOU visão interior restaurada.

Durante este dia, observai quais imagens internas se repetem: cenas de medo, rejeição, humilhação, desejo, comparação, trauma, culpa, perda, fantasia ou preocupação. Quando uma imagem insistente surgir, não a alimenteis com drama nem luteis contra ela com desespero. Fechai os olhos por alguns instantes, inspirai EU, expirai SOU, e imaginai a Chama Violeta envolvendo a imagem. Dizei: eu retiro minha energia desta forma. Eu entrego esta imagem à Presença EU SOU. Que a memória seja purificada, que a emoção seja acalmada, que o corpo seja iluminado. Depois voltai suavemente ao presente.

No quinto dia, consagrai o jejum visual. Após as doze respirações, dizei:

EU SOU atenção sagrada. EU SOU olhos livres da comparação. EU SOU portal guardado pela Presença.

Durante este dia, escolhei um jejum visual consciente. Pode ser jejum de redes sociais, de imagens que despertam inveja, de notícias repetidas que geram ansiedade sem ação, de perfis que alimentam comparação, de vitrines que despertam vazio, de conteúdos que objetificam o corpo, de olhar para a vida alheia como medida da vossa, ou de qualquer imagem que enfraqueça a alma. Não façais o jejum com orgulho. Fazei-o como limpeza da candeia. Quando o impulso de olhar surgir, inspirai EU e expirai SOU. Dizei: meus olhos são portas do templo. Eu não os entrego ao que rouba minha luz.

No sexto dia, consagrai a contemplação sagrada. Após a prática, dizei:

EU SOU olhar que contempla a criação sem consumir. EU SOU presença diante da beleza. EU SOU gratidão vendo Deus em todas as coisas.

Durante este dia, reservai alguns minutos para contemplar algo que não tenta vender-vos nada: o céu, uma árvore, uma chama, um copo de água, o alimento, as próprias mãos, uma flor, uma pedra, o chão, o rosto de alguém amado, o silêncio de um canto da casa. Olhai sem pressa. Inspirai EU e expirai SOU. Permiti que o olhar descanse. Dizei: eu vejo sem possuir. Eu contemplo sem consumir. Eu reconheço a Presença. Esta prática cura a mente cansada pela velocidade e devolve aos olhos a capacidade de reverência.

No sétimo dia, consagrai a visão espiritual. Após as doze respirações, dizei:

EU SOU olhos bons e corpo cheio de luz. EU SOU visão restaurada por Yeshua Ha’Mashiach. EU SOU luz verdadeira, não falsa claridade do ego.

Neste dia, revisai a semana diante do altar interior. Perguntai: que tipo de olhar mais me governa? O olhar disperso, o olhar ferido ou o olhar consagrado? Que imagens me enfraquecem? Que imagens me fortalecem? Onde meus olhos ainda buscam comparação? Onde meu olhar se tornou mau sobre mim, sobre o próximo ou sobre Deus? Onde consegui ver com mais misericórdia? Onde precisei colocar limite? Onde confundi luz com orgulho? Onde a candeia do corpo começou a clarear? Respondei sem culpa pesada. A visão se cura pela verdade, não pela condenação.

Ao final de cada prática diária, recitai devagar:

EU SOU a candeia do corpo acesa pela Presença Divina.

EU SOU olhos bons, olhos limpos e olhos consagrados.

EU SOU corpo cheio de luz.

EU SOU atenção recolhida ao Altíssimo.

EU SOU livre das imagens que me escravizam.

EU SOU livre da comparação que me diminui.

EU SOU livre do julgamento que me endurece.

EU SOU livre da cobiça que me dispersa.

EU SOU olhar que vê com amor e discerne com verdade.

EU SOU visão interior purificada pela Chama Violeta.

EU SOU luz verdadeira no templo do corpo.

EU SOU Yeshua Ha’Mashiach restaurando meus olhos e iluminando minha alma.

Durante toda a semana, praticai a bênção dos olhos ao acordar. Tocai suavemente os olhos fechados e dizei:

EU SOU olhos bons. EU SOU olhos limpos. EU SOU olhos consagrados à Verdade. Que tudo que eu veja hoje seja atravessado pela Luz de Yeshua Ha’Mashiach. Que eu veja o que precisa ser visto sem alimentar aquilo que deseja me possuir.

À noite, antes de dormir, tocai novamente os olhos e dizei:

Chama Violeta, purifica tudo que entrou hoje pelos meus olhos e não pertence à Presença. Dissolve imagens, desejos, medos, julgamentos, comparações e falsas luzes. Restaura em mim a candeia do corpo. Que eu durma com os olhos interiores guardados em Deus.

Praticai também a respiração do olhar antes de qualquer situação que costume ativar sombra: entrar em redes sociais, conversar com alguém difícil, olhar o espelho, lidar com dinheiro, assistir notícias, encontrar uma pessoa que desperta comparação, ou revisitar uma memória dolorosa. Antes de olhar, respirai três vezes: inspirai EU, expirai SOU. Depois dizei: eu não olho sozinho e sozinha. Eu olho com a Presença. Meus olhos não serão portas da sombra, mas candeias da Luz.

Praticai o olhar que abençoa. Uma vez por dia, olhai para vossas mãos e dizei: eu abençoo meu serviço. Olhai para o corpo e dizei: eu abençoo este templo. Olhai para o alimento e dizei: eu abençoo a vida que me sustenta. Olhai para a casa e dizei: eu abençoo este abrigo. Olhai para alguém, mesmo em silêncio e à distância, e dizei: eu reconheço uma criatura diante de Deus. Olhai para a natureza e dizei: eu reconheço a Mãe Divina em suas formas. O olhar que abençoa não é cego. Ele é sacerdotal.

Praticai ainda a guarda contra a falsa luz. Sempre que vos sentirdes muito certos, muito superiores, muito iluminados, muito autorizados a condenar, muito acima dos outros ou muito seguros de que vossa visão não precisa de purificação, paralisai por um instante. Inspirai EU e expirai SOU. Dizei: se a luz que há em mim estiver misturada às trevas, que a Presença a revele. Eu não quero falsa claridade do ego. Eu quero a Luz verdadeira de Deus. Esta prática protege contra a treva mais perigosa: aquela que acredita ser luz.

No encerramento do sétimo dia, preparai um pequeno altar simples. Colocai um copo de água, uma vela acesa com segurança ou uma chama visualizada, e um pequeno espelho. Sentai-vos diante do altar e respirai doze vezes: inspirai EU, expirai SOU. Olhai para a chama e dizei:

EU SOU a candeia do corpo acesa pela Presença Divina. Que meus olhos recebam a Luz verdadeira.

Olhai para o copo de água e dizei:

EU SOU visão lavada pela misericórdia. Que toda imagem impura, toda comparação, todo julgamento e toda falsa luz sejam purificados.

Olhai suavemente para o espelho, sem dureza, e dizei:

EU SOU templo da Presença. Eu me vejo diante de Deus, não diante da acusação. Eu vejo minha humanidade e a consagro. Eu vejo minhas sombras e as entrego à Chama Violeta. Eu vejo minha luz e a devolvo ao Altíssimo.

Depois fechai os olhos e imaginai Yeshua Ha’Mashiach tocando vossa visão. Não forceis visões, fenômenos ou emoções. Apenas recebeis a bênção no silêncio. Visualizai uma luz descendo sobre os olhos, entrando pela testa, iluminando o cérebro, o coração, o ventre, as mãos, os pés e todo o campo espiritual. Permanecei alguns instantes respirando: EU ao inspirar, SOU ao expirar.

Eu vos entrego ainda uma oração curta para momentos em que os olhos estiverem cansados, dispersos ou tentados:

EU SOU olhos bons.

EU SOU corpo cheio de luz.

EU SOU atenção consagrada.

EU SOU visão limpa pela Chama Violeta.

EU SOU livre da comparação.

EU SOU livre da falsa luz.

EU SOU olhar de Yeshua Ha’Mashiach restaurando minha alma.

Que esta semana vos ensine que ver é uma forma de adorar. Que vos ensine que a atenção é óleo da candeia. Que vos ensine que os olhos podem abrir portas para a sombra ou janelas para a Presença. Que vos ensine que o olhar bom não é ingenuidade, mas pureza com discernimento. Que vos ensine que a luz verdadeira não grita superioridade, mas ilumina com humildade. Que vos ensine que o corpo inteiro pode receber luz quando a visão retorna ao Altíssimo.

Assim eu selo esta prática na Sagrada Alquimia do EU SOU, para que os olhos do Buscador e da Buscadora sejam lavados, a candeia do corpo seja reacendida, as imagens internas sejam transmutadas, a atenção seja protegida, a falsa luz seja desmascarada, o olhar ferido seja curado, o olhar disperso seja recolhido, o olhar mau seja purificado, e todo o corpo se encha da Luz verdadeira que vem do Pai Celestial e da Mãe Divina, sob a guiança viva de Yeshua Ha’Mashiach.

 

ORAÇÃO DA SAGRADA ALQUIMIA DO EU SOU PARA ESSA SEMANA

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.

Amado Pai Celestial e Amada Mãe Divina, Fonte Criadora, Mantenedora e Renovadora de toda Vida, eu me coloco agora diante do Teu altar invisível com meus olhos, minha mente, meu coração e todo o meu corpo entregues à Tua Luz. Eu venho pedir que a candeia do meu corpo seja purificada, que meus olhos sejam lavados, que minha atenção seja recolhida, que minhas imagens internas sejam transmutadas, que minha visão seja restaurada, e que tudo aquilo que entrou em mim como sombra seja devolvido ao fogo santo da Sagrada Presença EU SOU.

Yeshua Ha’Mashiach, Mestre amado, toca os meus olhos com a Tua misericórdia. Toca meus olhos físicos, para que eu não use a visão como porta de cobiça, comparação, julgamento, distração e desejo desordenado. Toca meus olhos mentais, para que eu não interprete tudo pela dor antiga, pela suspeita, pelo medo, pela mágoa e pela necessidade de defesa. Toca meus olhos emocionais, para que eu não veja abandono onde há processo, rejeição onde há silêncio, ameaça onde há diferença, humilhação onde há correção e treva onde há apenas uma ferida pedindo cura. Toca meus olhos espirituais, para que eu não confunda falsa luz com verdade, orgulho com discernimento, dureza com santidade, intensidade com presença e aparência de iluminação com união real ao Altíssimo.

Sagrada e Divina Presença EU SOU, eu inspiro EU e recolho meus olhos à Fonte. Eu expiro SOU e permito que todo o meu corpo seja cheio de luz. Eu inspiro EU e levo a luz branca, dourada e violeta ao centro da minha testa, aos meus olhos, ao meu cérebro, ao meu coração e à minha memória. Eu expiro SOU e deixo essa luz descer por todo o meu corpo, iluminando minhas células, meus órgãos, meu sangue, meus nervos, minha respiração, minhas emoções, meus pensamentos, meus desejos, minhas escolhas e todos os campos visíveis e invisíveis da minha existência.

Pai Celestial e Mãe Divina, eu Te entrego todo olhar mau que ainda vive em mim. Entrego o olhar de inveja, que sofre diante da bênção alheia. Entrego o olhar de comparação, que mede minha vida pela vida dos outros. Entrego o olhar de julgamento, que reduz uma alma inteira a um erro. Entrego o olhar de cobiça, que deseja possuir o que deveria apenas contemplar. Entrego o olhar de luxúria, que transforma corpos em objetos e beleza em consumo. Entrego o olhar de medo, que vê ameaça em tudo. Entrego o olhar de autodesprezo, que me faz olhar para mim mesmo e para mim mesma como se eu fosse erro, fracasso, vergonha ou condenação.

Yeshua amado, perdoa-me por todas as vezes em que meus olhos foram portas da sombra. Perdoa-me quando olhei para o próximo sem amor. Perdoa-me quando olhei para mim sem misericórdia. Perdoa-me quando olhei para a natureza como coisa morta. Perdoa-me quando olhei para a dor dos outros com indiferença. Perdoa-me quando olhei para a queda alheia com prazer secreto. Perdoa-me quando olhei para o corpo como mercadoria. Perdoa-me quando olhei para o dinheiro como deus. Perdoa-me quando olhei para a espiritualidade como palco. Perdoa-me quando olhei para Ti querendo usar o sagrado para fortalecer meu ego.

Sagrada Chama Violeta, desce agora sobre meus olhos e sobre todas as imagens que ficaram presas em mim. Transmuta as cenas de medo, rejeição, humilhação, abandono, violência, comparação, perda, culpa, desejo impuro, trauma, vergonha e autodepreciação. Transmuta as imagens que vi e não deveria ter alimentado. Transmuta as imagens que me feriram e ainda se repetem. Transmuta as imagens que eu busquei para fugir da dor. Transmuta as imagens que enfraquecem minha alma. Transmuta toda memória visual que ainda governa meu corpo, minha respiração, minha vontade e minha paz.

EU SOU a candeia do corpo acesa pela Presença Divina.

EU SOU olhos bons, olhos limpos e olhos consagrados.

EU SOU corpo cheio de luz.

EU SOU atenção recolhida ao Altíssimo.

EU SOU livre das imagens que me escravizam.

EU SOU livre da comparação que me diminui.

EU SOU livre do julgamento que me endurece.

EU SOU livre da cobiça que me dispersa.

EU SOU olhar que vê com amor e discerne com verdade.

EU SOU visão interior purificada pela Chama Violeta.

EU SOU luz verdadeira no templo do corpo.

EU SOU Yeshua Ha’Mashiach restaurando meus olhos e iluminando minha alma.

Amado Pai Celestial e Amada Mãe Divina, ensina-me a ter olhos bons. Não olhos ingênuos, que negam a injustiça. Não olhos cegos, que chamam treva de luz. Não olhos fracos, que permitem abuso em nome de amor falso. Mas olhos bons, que veem a verdade sem perder a compaixão. Olhos que discernem sem desumanizar. Olhos que corrigem sem humilhar. Olhos que contemplam sem possuir. Olhos que percebem o perigo sem paranoia. Olhos que reconhecem a dor sem explorá-la. Olhos que veem o erro sem reduzir a criatura ao erro. Olhos que protegem a vida e, ainda assim, não se tornam servos do ódio.

Yeshua Ha’Mashiach, cura meu olhar sobre mim. Quando eu me olhar no espelho, que eu não veja apenas falhas, marcas, idade, comparação, inadequação ou vergonha. Que eu veja um templo em processo. Que eu veja uma alma sendo chamada à redenção. Que eu veja um corpo que carrega histórias, dores, lutas, sobrevivências, aprendizados e possibilidades de luz. Que eu veja minhas sombras sem me condenar por inteiro. Que eu veja minhas feridas sem me reduzir a elas. Que eu veja meu caminho com humildade, mas também com esperança. Que eu possa olhar para mim diante de Deus, e não diante do tribunal cruel do mundo.

Cura meu olhar sobre o próximo. Que eu não olhe ninguém como objeto, número, função, ameaça, concorrente, inimigo absoluto, instrumento ou obstáculo. Que eu aprenda a ver criaturas diante do Altíssimo. Que eu não permita que diferenças se tornem desprezo. Que eu não transforme discordância em desumanização. Que eu não transforme sucesso alheio em diminuição própria. Que eu não transforme sofrimento alheio em espetáculo. Que eu não transforme o erro de alguém em sentença eterna. Que eu possa discernir, colocar limites, buscar justiça e proteger a vida, mas sem entregar meus olhos à maldição.

Cura meu olhar sobre o mundo. Que eu veja a terra como criação sagrada, não apenas como recurso. Que eu veja o alimento como comunhão, não apenas como consumo. Que eu veja o trabalho como serviço possível, não apenas como peso ou identidade. Que eu veja o dinheiro como energia a ser consagrada, não como senhor do coração. Que eu veja a tecnologia com discernimento, não como prisão dos olhos. Que eu veja as telas sem me perder nelas. Que eu veja notícias sem deixar minha alma ser sequestrada pelo medo. Que eu veja a beleza sem desejar possuí-la. Que eu veja a dor sem fugir da responsabilidade.

Sagrada Presença EU SOU, guarda meus olhos neste tempo de tantas imagens. Guarda-me da dispersão. Guarda-me da comparação. Guarda-me das falsas luzes. Guarda-me dos brilhos que prometem felicidade e entregam vazio. Guarda-me das vitrines que despertam carência. Guarda-me dos conteúdos que transformam pessoas em mercadoria. Guarda-me das imagens que inflamam medo sem gerar sabedoria. Guarda-me das telas que roubam minha contemplação. Guarda-me da pressa que impede o olhar profundo. Guarda-me do excesso que apaga a candeia do corpo.

Eu renuncio ao olhar que consome.

Eu renuncio ao olhar que condena.

Eu renuncio ao olhar que inveja.

Eu renuncio ao olhar que compara.

Eu renuncio ao olhar que suspeita de tudo.

Eu renuncio ao olhar que transforma o corpo em objeto.

Eu renuncio ao olhar que transforma a dor em espetáculo.

Eu renuncio ao olhar que transforma Deus em ferramenta do ego.

Eu renuncio à falsa luz que se acredita superior.

Eu renuncio às trevas vestidas de claridade.

Pai Celestial e Mãe Divina, ilumina a candeia do meu corpo. Que meus olhos sejam abastecidos pelo óleo do amor, pelo pavio da intenção pura, pela proteção da vigilância e pela limpeza da Chama Violeta. Que não falte óleo espiritual em mim. Que não falte discernimento. Que não falte compaixão. Que não falte reverência. Que não falte coragem para fechar os olhos ao que me escraviza e abri-los ao que me cura. Que eu saiba olhar menos para o que me dispersa e mais para o que me consagra.

Yeshua amado, se a luz que há em mim estiver misturada às trevas, revela-me com misericórdia. Se minha clareza for orgulho, purifica-me. Se meu discernimento for julgamento venenoso, corrige-me. Se minha liberdade for compulsão disfarçada, desperta-me. Se minha fé for negação da realidade, amadurece-me. Se minha espiritualidade for imagem, recolhe-me ao secreto. Se meu EU SOU estiver sendo usado pelo ego para tomar o trono, reconduze-me à reverência. Eu não quero falsa iluminação. Eu quero a Luz verdadeira que nasce da união com Deus.

EU SOU luz verdadeira, não falsa claridade do ego.

EU SOU visão restaurada por Yeshua Ha’Mashiach.

EU SOU olhos consagrados à Verdade.

EU SOU olhar sacerdotal sobre a criação.

EU SOU discernimento com compaixão.

EU SOU pureza com responsabilidade.

EU SOU contemplação sem consumo.

EU SOU presença diante do mundo das formas.

Amado Altíssimo, ensina-me a contemplar novamente. Ensina-me a olhar o céu sem pressa. Ensina-me a olhar uma árvore como mensagem viva. Ensina-me a olhar a água como espelho da alma. Ensina-me a olhar a chama como recordação do Espírito. Ensina-me a olhar o alimento com gratidão. Ensina-me a olhar minhas mãos com respeito pelo serviço que podem oferecer. Ensina-me a olhar um rosto humano com delicadeza. Ensina-me a olhar o silêncio como morada. Ensina-me a olhar a vida sem precisar transformá-la em posse, prova, comparação ou conteúdo.

Que meus olhos voltem a saber abençoar. Que eu olhe para minhas mãos e abençoe meu serviço. Que eu olhe para meu corpo e abençoe este templo. Que eu olhe para minha casa e abençoe este abrigo. Que eu olhe para o alimento e abençoe a Vida que me sustenta. Que eu olhe para o próximo e reconheça uma criatura diante de Deus. Que eu olhe para a natureza e reconheça a Mãe Divina em suas formas. Que eu olhe para meus erros e reconheça oportunidade de retorno. Que eu olhe para minhas perdas e reconheça caminhos de desapego. Que eu olhe para minhas vitórias e devolva toda glória ao Altíssimo.

Sagrada Chama Branca, purifica a intenção do meu olhar. Sagrada Chama Azul, fortalece minha vontade para guardar os portais da alma. Sagrada Chama Dourada, ilumina meu discernimento. Sagrada Chama Rosa, restaura minha ternura. Sagrada Chama Verde, cura os corpos feridos por imagens e memórias. Sagrada Chama Violeta, transmuta toda impureza visual, toda comparação, toda inveja, toda cobiça, toda luxúria, todo julgamento, todo autodesprezo e toda falsa luz. Luz Cristalina da Presença, devolve transparência aos meus olhos interiores.

Eu inspiro EU, e recolho meus olhos à Presença.

Eu expiro SOU, e ilumino todo o meu corpo.

Eu inspiro EU, e purifico minha atenção.

Eu expiro SOU, e dissolvo imagens que não servem à Vida.

Eu inspiro EU, e entrego o olhar mau.

Eu expiro SOU, e recebo olhos bons.

Eu inspiro EU, e entrego a falsa luz.

Eu expiro SOU, e recebo a Luz verdadeira.

Eu inspiro EU, e vejo com amor.

Eu expiro SOU, e discirno com verdade.

Yeshua Ha’Mashiach, eu Te peço que toques agora todos os olhos feridos do mundo. Toca os olhos das crianças expostas cedo demais a imagens que não deveriam carregar. Toca os olhos dos jovens presos à comparação e ao corpo idealizado. Toca os olhos dos adultos cansados pelas telas, pelo trabalho excessivo, pelas notícias e pelas guerras de opinião. Toca os olhos dos idosos que carregam memórias dolorosas. Toca os olhos dos que foram humilhados, abusados, rejeitados, julgados ou invisibilizados. Toca os olhos dos que só conseguem ver trevas. Toca os olhos dos que acreditam que suas trevas são luz.

Eu oro pelos que usam os olhos para explorar. Pelos que transformam pessoas em produto. Pelos que lucram com a insegurança dos corpos. Pelos que vendem medo, desejo, comparação e falsas luzes. Pelos que manipulam imagens para aprisionar consciências. Que a Verdade os alcance. Que a Justiça ordene. Que a Misericórdia desperte. Que o mal seja impedido. Que os olhos da humanidade sejam libertos do mercado da atenção e reconduzidos ao templo da contemplação.

Pai Celestial e Mãe Divina, faze de mim guardião e guardiã da minha visão. Que eu não entregue meus olhos ao primeiro brilho. Que eu não abra minhas pupilas para toda sombra. Que eu não trate minha atenção como coisa sem valor. Minha atenção é pérola sagrada. Minha visão é porta do templo. Meu corpo é casa da Luz. Meu coração é altar. Minha mente é jardim que precisa ser guardado. Que eu escolha o que contemplo, pois aquilo que contemplo me forma. Que eu contemple a Presença, para que a Presença me ilumine.

Assim eu oro, assim eu entrego, assim eu consagro. Que meus olhos sejam bons e todo o meu corpo seja cheio de luz. Que, se houver trevas em mim chamando-se luz, elas sejam reveladas e transmutadas. Que, se houver imagens antigas governando minha paz, elas sejam lavadas. Que, se houver comparação roubando minha alegria, ela seja dissolvida. Que, se houver julgamento endurecendo meu coração, ele seja purificado. Que, se houver cobiça dispersando minha energia, ela seja reconduzida. Que, se houver falsa claridade do ego, ela se renda à Luz verdadeira do Altíssimo.

E quando eu abrir meus olhos depois desta oração, que eu não veja o mundo como antes. Que eu veja com mais reverência, mais discernimento, mais ternura, mais verdade, mais silêncio, mais presença, mais responsabilidade e mais amor. Que meus olhos sejam candeias do Reino. Que meu corpo seja templo iluminado. Que minha atenção seja consagrada. Que minha visão seja restaurada. Que a Sagrada e Divina Presença EU SOU brilhe em mim sem distorção, sob a guiança viva de Yeshua Ha’Mashiach, até que minha alma aprenda a ver como quem adora, contempla como quem serve e discerne como quem ama.

 

Mensageiro da Sagrada Alquimia do EU SOU sob a Ordem Divina do Mestre Yeshua Ha'Mashiach

Jp Santsil

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