O máximo que eu consigo: não sobrar.
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4h atrásA angústia toma conta de mim neste momento. Profunda, sufocante, dessas que fecham a garganta, apertam o peito e transformam até o simples ato de respirar em uma tarefa que exige esforço. Crises durante a noite. Dores que não são minhas, mas que sinto como se fossem. Sofrimentos que absorvo sem saber de onde vêm e pelos quais, de alguma maneira, me sinto responsável. Como se já não bastasse carregar a minha própria existência, ainda me encarregasse de suportar aquilo que nem sequer sei resolver. Medo, aflição, ódio, raiva, pavor. Um verdadeiro festival de sentimentos. Faltou só a distribuição de senhas. Como se não bastasse o fardo de viver a minha própria vida, que, convenhamos, nunca foi exatamente um comercial de margarina.
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