A efemeridade do tempo me embrulha o estômago
O sal não hesita o manifesto.
O tempo que demora a passar,
O tempo que passa rápido demais,
O tempo... Voraz, sereno.
A reflexão do eterno paira sobre minhas mãos
A saga da artista que ama o amor amado
A M A N T E
E deixa transparecer a vontade
À vontade.
As luzes, as cores, as sombras, os gestos
O corpo fala por si
Toda vez que meus olhos vêem o amor,
Toda vez que meus dedos tocam o amor,
Toda vez que o amor beija o meu pescoço.
O amor...
Não mais um ser subjetivo, se materializa na forma de incêndio
O fogo que nasce entre dois corpos
Nem a água que jorra da fonte é capaz de apagar.
Quando os cabelos se entrelaçam
E a pele se torna a extensão do nosso desejo,
A intensidade do grito diz tudo:
Grito poesia,
Suave como meus dedos caminhando sobre a sua pele
Forte como o abraço do reencontro
Brilhante como a luz dos olhos apaixonados
Silenciosa como o beijo que escancara o desejo.

