SONETO
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SONETO

Das ciências desse mundo compreendo

o Amor e a distância e o alcoolismo

as prisões e a liberdade do niilismo

e a pura insensatez de quem tem peito

 

Na paz da explosão do grito seco

(no oco da Paixão insandecida)

A Raiva é a canção de toda vida

e o Ódio é meu último lamento

 

apenas a fumaça é meu refúgio

e as grades da prisão pra onde Fujo

é toda a esperança que preciso

 

Nas chagas de Jesus, Jesus de Praga

no tronco da parede que me abraça

O choro não me sai, mas eu o sinto