Seria o único propósito
Da água,
O de Cair?
Constituo a complexidade
Do tatear Malquerente
Que senti, não!
Que Sofri
Aquele instante.
Cada medíocre Gota
D’água Pinicava as costas
Minhas,
Energizando o
Pilar ósseo
Como as milhares,
Milhões, Eia!
Trilhões, Eia!
De Patas
Serifadas
Dum
Mosquito.
Nada pode ser
Explicado.
Nada.
Nada!
Nada,
Nada.
Nada?
Desconfortável
Foi o lembrete Mortal,
A mente conturbada
Pela tensão
Do dia superficial onde
Eu, entendi!
A vida não é
Ode,
É Comédia Divina.
Lacrimejo apenas
Em memória,
Pois no dia fatídico;
[não é dia qualquer
Que um morre apenas
Em memória]
Restou-me o
Trovejo,
Que sá repangalejo;
[nunca soube dizer
Tal palavra]
Daquele último e
Mórbido
Beijo.
[perdoe-me pela
Rima papelão
Com beijo,
Já é tarde
E preciso me expressar]
Já não era amável,
Era gelado;
Como o dilúvio
Antibíblico
Que caia
Sob a minha
Cabeça.
Agora já não
Restava
Nada.
Nada.
Nada.
Nada.
Nada.
Nada. Nada.
Nadinha.
Nada.
Eu era Noé.
O Busão
Sentido: Realengo,
Minha
Arca.
-Do Poeta Cicatriz

