Nós dois eramos
como música
e
baile.
Completávamos
um ao outro
de um jeito tão exato
que não sabíamos
se era destino
ou
coincidência.
Tudo se encaixava
de um jeito
tão enérgico
que preferimos
manter segredo
quanto a nossa
identidade
por talvez
ser medonha
a idéia
de nos perdermos
por causa do despeito
de pessoas sem amor.
Éramos
como faca e carne:
um ferido
enquanto o outro
afaga
mas que na verdade
nada funcionava bem
sem a companhia
um do outro.
Éramos como
mel e limão
dois opostos dispersos
mas que no final
fazia bem.
Nas noites bagunçadas
procurávamos
o corpo um do outro
para poder
nos arrumarmos
e então
sorrir para o mundo
no outro dia,
acontecimentos irrisórios.
Lucas Kainan Adler Plancke

