QUE IRONIA
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QUE IRONIA

Quem um dia vestia

Meu belo casaco

Almejou proteção?

A mim mentiria

Sendo carrasco

De meu coração

 

Consumido seria

Sentimento opaco

Cegando a visão

Linda magia

Foi toda pro saco

Mera ilusão

 

Promessa vazia

Apostou no buraco

A falsa paixão

Canastrando tu ia

Deixando-me em caco

Sem redenção

 

Tua hipocrisia

E teu jeito malaco

Querendo Atenção

Desmascararia

Teu pobre pitaco

Da situação

 

Temporário eu seria

Fugindo do empaco

Faltou compaixão!

Perdi a empatia

Confuso e breaco

Criei aversão

 

Minha idolatria

A Cultista de Baco

Gerou coerção

E a melodia

Partida em naco

Sem diapasão

 

Em dicotomia

Desgosto cossaco

De ti alusão

A epifania

Deixando-me fraco

Sem expressão

 

De tu dependia

Que currupaco!

Que gozação!

 

-Do Poeta Cicatriz