alguns nos compreendem como extintos
das graças e conceitos do divino
que a arte de amar nos deu em sopro...
não creio pois que somos tão pequenos
e todo e qualquer vil pensamento
é pura artimanha dos assombros...
as portas do covil se apresentam
e como na bonança a fé se ausenta
na hora de aprender, nos perturbamos.
ah, se fossemos, pois, Deus enxergaríamos
o sumo do prazer que colheríamos
se fossemos de verdade o que somos...
e somos toda soma e unidade
dos peitos e conceitos, irmandade,
da pura criatura mais minúscula.
e nessa ingenuidade de quem nasce
a cada amanhecer que se renasce
nas ramas dos gramíneos à arbúscula
e nessa liberdade do intelecto
nos ver crescer enfim como um ser ético
sem sombra de qualquer sabedoria,
é como ver surgir um novo mundo
tal como nos fez Deus, do mais profundo,
da pura insensatez: do Caos ao Dia!

