PARAHYBA
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PARAHYBA

Não há descanso, nessa vida, cá na treva,

onde o enfado é por nós domesticado

pelo costume, todo couro é amaciado,

quando se quer descansar, carrega pedra

 

Na boca chula, tal daquele que não presta,

a minha terra - boa terra - é sem valia.

E que só serve (e olhe lá) à serventia,

dos senhorios e capitães em suas sestas

 

Mas eu não hei de reduzir a minha pena

ao sem sentido, desprezível, despautério

de tantos míopes com suas vistas pequenas.

 

E nesta loa Armorial que se ufana

aquelas pedras carregadas são castelo,

Lá onde reina a Parahyba Soberana!