Não há descanso, nessa vida, cá na treva,
onde o enfado é por nós domesticado
pelo costume, todo couro é amaciado,
quando se quer descansar, carrega pedra
Na boca chula, tal daquele que não presta,
a minha terra - boa terra - é sem valia.
E que só serve (e olhe lá) à serventia,
dos senhorios e capitães em suas sestas
Mas eu não hei de reduzir a minha pena
ao sem sentido, desprezível, despautério
de tantos míopes com suas vistas pequenas.
E nesta loa Armorial que se ufana
aquelas pedras carregadas são castelo,
Lá onde reina a Parahyba Soberana!

