Nada surge no zero
Algo sempre se antecedeu
Mesmo que hoje, escuro
Em outrora se acendeu
Ainda que beber do cálice
Além do tocar do atabaque
Outra linha se rompeu
De onde que surgiu-se
Qual luz se clariou
Dentre tantos grupos
Qual deles se propagou
Entre tamanha ilusão
Longe duma percepção
uma raça se gerou
Qual que é a pegadinha
Que bixo te mordeu?
Nesse espaço opaco
Sou santo, sou ateu
No altar, prata, ouro
No prato, tripa, couro
O ser, se envaideceu
Futurismo geracional
Utopia ultrapassada
Novas mentes modernas
Naturalmente malacabadas.
