Nas terras do Nordeste, onde o sol inclemente brilha,
Uma trama de paixão e traição se arrebilha.
Era o dia do casório, na capela enfeitada,
Mas no coração da noiva, a tormenta já estava anunciada.
No altar, juras de amor eram ditas em vão,
Enquanto nos bastidores, a traição tecia seu próprio refrão.
A noiva, como uma flor despetalada pela dor,
Guardava em seu peito a amargura e o ardor.
Ao saber da infidelidade que corria nos bastidores,
Ela decide revelar, rompendo todos os ardis.
No meio da cerimônia, qual lampião aceso na escuridão,
A noiva denuncia, expondo a traição.
"Meu coração não aceita viver esta farsa,
Enquanto meu amado foge com outra que o abraça.
A verdade agora se revela, como raio cortante,
A deslealdade do noivo, como um fogo constante."
A multidão se estremece, enquanto o véu ao vento flutua,
E a noiva, decidida, na direção da verdade se situa.
Com passos firmes, ela parte, deixando o altar vazio,
Rumo ao desconhecido, como um rio em desafio.
O noivo, envergonhado, tenta justificar,
Mas as palavras se perdem, no vórtice do pesar.
O padre, como um sábio ancião da narrativa,
Bênze a todos, buscando na fé a cura da ferida.
No cordel da desventura, entre o amor e a traição,
A noiva segue seu destino, na busca da redenção.
E nas páginas do sertão, onde a história se entrelaça,
A trama da noiva traída, como uma canção, se desliza na graça.
