O PORQUÊ DE EU NÃO CONSEGUIR DESVER AQUELA NOITE EM DOIS MIL E DEZESSETE
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O PORQUÊ DE EU NÃO CONSEGUIR DESVER AQUELA NOITE EM DOIS MIL E DEZESSETE

Fito-me a vista ao chão,

Recordando momentos

De ponta cabeça, pelo

Carrasco interpretador,

O diabólico córtex visual.

 

Vejo a figura bem trajada

Equilibrando a bebida carbônica

Sob a pista vítrea, que

Mais que dança, desengonça!

Sacudindo os membros em

Arco, de jeito a talhar o ar com

Movimentos em falso.

 

Estes, acompanhados de um

Deslize bizarro, tal qual

Se levasse o metatarso deitado,

Assim como um acidental

Rond de Jambe a direita,

Que estava mais para uma

Rasteira anormal.

 

Nem me fale a jogada

De ombros que eu dava,

Senhor! Que vergonha!

Todos desdenharam de mim

Tal qual um debiloide, viam

Minha Técnica Avançadíssima

Com no máximo Schadenfreude!

 

Irônico mesmo é usar

Essa expressão alemã,

Pois o nome do salão era

Espaço Zurique.

Por que será?

Pois de eslavo não tinha

Coisa alguma, ficava lá no Pau Ferro,

Em Jacarepaguá!

 

E com esse deslustre,

Mais trincado que os

Lustres do teto, fecho agora

Meus olhos e Sorrio

Com a cena bonita, da

Rítmica dança conjunta

De /uaiemciei/

Do Village People.

 

Assim certifico,

Que nesse passado

Momento ou Memento,

Fui feliz.

 

-Do Poeta Cicatriz