Nos tambores de guerra,
A dança que levanta a poeira;
A marcha é lenta,
E para o combate os oprimidos se levanta;
Senhores de seus próprios domínios,
Dominam seus próprios demônios;
Ter na pele sua própria identidade,
E ser visto com tanta maldade;
Ter uma imagem de um santo
Ou ser seu próprio santo?
O sagrado nos persegue, chama se ancestralidade
Na força, na garra e na cultura nossa especialidade
Não se curva por nada
E mesmo assim se perde nas curvas da mulher amada;
Armado e totalmente vulnerável
Este negro é um ser improvável;
Que se constitui de uma fragilidade
Nos pensamentos a agilidade;
Ser de fato alguém?
E o não querer ser mais ninguém;
É esta a possibilidade
Crescer e ter notoriedade;
A capacidade vê a frente
Com os pés neste presente;
Está na vida,
Uma muito bem vivida;
Orgulha se do próprio passado
E no amanhã o legado

