Legado
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Legado

Nos tambores de guerra,

A dança que levanta a poeira;

 

A marcha é lenta,

E para o combate os oprimidos se levanta;

 

Senhores de seus próprios domínios,

Dominam seus próprios demônios;

 

Ter na pele sua própria identidade,

E ser visto com tanta maldade;

 

Ter uma imagem de um santo

Ou ser seu próprio santo?

 

O sagrado nos persegue, chama se ancestralidade

Na força, na garra e na cultura nossa especialidade

 

Não se curva por nada

E mesmo assim se perde nas curvas da mulher amada;

 

Armado e totalmente vulnerável

Este negro é um ser improvável;

 

Que se constitui de uma fragilidade

Nos pensamentos a agilidade;

 

Ser de fato alguém?

E o não querer ser mais ninguém;

 

É esta a possibilidade

Crescer e ter notoriedade;

 

A capacidade vê a frente

Com os pés neste presente;

 

Está na vida,

Uma muito bem vivida;

 

Orgulha se do próprio passado

E no amanhã o legado