Carregava repulsiva rijeza
dessas que se sucumbe em vil trauma
tal cínico de furtiva lhaneza
Carniceiro poderoso sem alma
No peito a força de um rochedo
em que explode violenta onda
Olhar plúmbeo arquétipo do medo
É o ceifeiro a cumprir a monda
Alfaiate que faz justa mortalha
Caronte da morte que sonda
A Sua chegada, hoje não temo
Sei que é implacável e não falha
Seu nome eu revelo: é o tempo
