Que desgraça!
Crer na palavra medonha
Do corvo da trapaça,
Omitindo sua coronha,
Gozando a minha caça!
Vá! Faça tua graça!
Sem beleza, sem vergonha
Quando hoje me abraça,
Gentileza falsa a ave imponha
Sem remorso, sem mordaça!
Então! Que me devore como traça
Se minha palavra é falsa, bisonha
Sobre o tal amigo de taça
E sua natureza farfonha.
Que me arrebentem a couraça!
Que o inferno me disponha!
-Do Poeta Cicatriz

