Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.
Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade sobre um dos mistérios mais poderosos e mais mal compreendidos da Sagrada Alquimia do EU SOU: o mistério da palavra criadora, da consciência afirmativa, da Presença infinita do Criador atuando por meio da mente, do sentimento, do corpo, do destino e do campo invisível de manifestação. Eu contemplo que, quando a alma pronuncia EU SOU com verdadeira reverência, ela não está apenas usando duas palavras belas, nem repetindo um som místico, nem fabricando uma sugestão psicológica. Ela está tocando a raiz ardente do Ser. Está chamando a si mesma de volta ao eixo original. Está recordando à consciência externa que há um Poder Infinito anterior às aparências, maior que as circunstâncias, mais profundo que as necessidades, mais real que a escassez, mais vivo que a enfermidade, mais presente que o medo, mais soberano que os sistemas que dominam as mentes humanas.
Mas eu preciso falar com clareza espiritual: dizer EU SOU não significa negar irresponsavelmente as condições da vida, nem rejeitar os cuidados do corpo, nem desprezar o trabalho, nem transformar espiritualidade em fuga da realidade. O Buscador e a Buscadora maduros não usam o Nome Sagrado para mentir contra a experiência, mas para não se ajoelharem diante dela como se fosse absoluta. Há uma diferença entre reconhecer uma condição temporária e batizar a própria identidade com ela. Uma coisa é dizer: meu corpo atravessa um processo e eu cuidarei dele com sabedoria. Outra coisa é dizer: eu sou doença. Uma coisa é dizer: minha situação financeira pede ordem, trabalho, discernimento e fé. Outra coisa é dizer: eu sou carência. O poder do EU SOU não deve ser usado para esconder problemas, mas para lembrar que nenhum problema possui autoridade final sobre a Essência.
Eu recebo em meu coração oracular que a humanidade tem sido educada, por séculos, a ajoelhar se diante das aparências. O mundo diz: acredita no que vês, teme o que te falta, define-te pelo que perdes, mede tua dignidade pelo que possuis, entrega tua alegria aos mercados, tua segurança aos números, tua identidade aos diagnósticos, tua esperança às notícias, teu valor ao julgamento coletivo. E assim a consciência externa, que deveria servir à Presença, torna-se serva das sombras projetadas na parede. O ser humano, filho e filha do Criador, passa a chamar de realidade última aquilo que é apenas cena passageira. Chama de destino aquilo que é padrão não transmutado. Chama de impossibilidade aquilo que é portal ainda não aberto. Chama de escassez aquilo que, muitas vezes, é má distribuição, inconsciência, medo coletivo e desconexão do fluxo vivo do Todo.
Desde os tempos antigos, os mistérios ensinaram que a palavra carrega poder. Os povos que preservaram o Nome como sagrado sabiam que nomear é participar da criação. Os hinos dos templos não eram apenas música, mas ordenação vibratória. As bênçãos dos sacerdotes, quando puras, não eram teatro, mas direção de energia. As orações dos profetas não eram simples súplicas, mas alinhamentos entre a vontade humana e a Vontade Suprema. As fórmulas dos alquimistas, quando compreendidas interiormente, não eram encantamentos infantis, mas chaves para governar a atenção, a imaginação, o fogo do desejo e o ritmo da obra. Os antigos sábios sabiam que a palavra desce ao corpo, organiza o sangue, toca a respiração, abre ou fecha portas no campo sutil. Hoje, mesmo quando a humanidade perdeu reverência, ainda vive sob o feitiço da palavra: publicidade, propaganda, decretos políticos, diagnósticos, notícias, rótulos, insultos, promessas, contratos, slogans, discursos e narrativas moldam povos inteiros.
Por isso eu digo: cuidado com aquilo que colocais depois de eu sou. A expressão eu sou é como um altar. Aquilo que colocais sobre este altar recebe força. Se colocais medo, o medo ganha raízes. Se colocais incapacidade, a incapacidade começa a construir morada. Se colocais escassez, a mente procura provas de escassez e ignora portas. Se colocais culpa, a alma se cobre de cinza. Se colocais ódio, o corpo se torna templo de veneno. Mas se colocais vida, luz, coragem, sabedoria, presença, gratidão, retidão e amor, então a energia começa a ser requalificada. O decreto não é magia mecânica. O decreto é direção de consciência. Ele precisa ser sustentado por sentimento, pensamento, palavra e ação. A palavra sem sentimento é semente lançada em pedra. O sentimento sem disciplina é água derramada no chão. A ação sem presença se dispersa. Mas quando palavra, sentimento, pensamento e ação se alinham, o campo da vida começa a responder.
A grande chave é esta: a Verdade precisa tornar-se automática não como repetição inconsciente, mas como natureza integrada. O estudante sincero deve recordar a Presença tantas vezes, com tanta reverência, com tanta persistência, que a consciência externa deixe de correr primeiro para o medo. A mente comum, diante de qualquer aparência contrária, diz imediatamente: falhou, acabou, não posso, não tenho, não serei, não há saída. A mente regenerada para, respira, recolhe-se ao coração e declara interiormente: há uma Presença maior em mim. Eu não nego o que vejo, mas não darei a isso o trono da minha alma. Eu agirei com sabedoria, mas agirei a partir da Fonte. Eu cuidarei do corpo, mas não me chamarei enfermidade. Eu organizarei meus recursos, mas não me chamarei miséria. Eu atravessarei a prova, mas não me chamarei derrota. Eu Sou sustentado pela Vida que me antecede.
O erro dos estudantes sinceros, muitas vezes, é não meditar o suficiente sobre esta Verdade. Querem resultado sem raiz. Querem precipitação sem presença. Querem manifestação sem transformação. Querem usar o EU SOU quando estão desesperados, mas passam o restante do dia alimentando medo, murmuração, distração e dúvida. A Sagrada Alquimia não trabalha apenas no momento da oração. Ela trabalha na totalidade da vida. O Buscador e a Buscadora não podem declarar EU SOU abundância pela manhã e depois passar o dia adorando a escassez com pensamentos, conversas, invejas, comparações e ansiedades. Não podem declarar EU SOU saúde e depois tratar o corpo como instrumento sem alma, sem descanso, sem discernimento, sem amor e sem cuidado. Não podem declarar EU SOU paz e depois alimentar discussões inúteis como quem coloca lenha no próprio incêndio. O decreto precisa ser sustentado por uma cultura interna.
Eu contemplo a precipitação como um dos saberes ocultos mais perigosos quando compreendido pelo ego e mais sagrados quando compreendido pela alma. Precipitar é trazer do invisível ao visível, do potencial ao fato, da ideia à forma, do arquétipo à experiência. Toda criação humana é precipitação em algum grau. Uma casa existiu antes como imagem mental, desejo, cálculo, desenho, vontade e trabalho. Uma cura social existiu antes como visão de justiça. Uma obra de arte existiu antes como chama interior. Uma descoberta científica existiu antes como pergunta insistente. Uma nova vida comunitária existiu antes como sonho compartilhado. O invisível sempre precede o visível. Mas o invisível não se manifesta corretamente quando a consciência está dividida, intoxicada por medo ou movida por vaidade.
Quando se diz que o poder de precipitação é real, eu recebo isto como uma lei profunda: a consciência participa da formação da experiência. Não como capricho absoluto que ignora os ritmos do mundo, o livre arbítrio alheio, as leis da matéria e a sabedoria divina, mas como força cocriadora. O ser humano é imagem e semelhança do Criador não para fantasiar soberania isolada, mas para colaborar com a Obra. Cada pensamento sincero, cada imagem sustentada, cada sentimento intensificado, cada ação coerente, cada oração alinhada cria correntes que procuram forma. O que se precipita pode vir por canais visíveis ou invisíveis: uma pessoa que chega, uma ideia que amadurece, uma oportunidade, um encontro, uma coragem, um trabalho, uma reorganização, uma inspiração, uma porta que se abre onde antes havia parede.
Mas eu também digo: não useis a lei da precipitação para culpar os feridos, os pobres ou os doentes como se toda condição fosse simples falha individual. Isto seria crueldade espiritual. Há carmas coletivos, injustiças estruturais, heranças familiares, ambientes tóxicos, violências históricas, doenças reais, sistemas de exploração, desigualdades de oportunidade e mistérios que a mente humana não pode reduzir a frases fáceis. A Sagrada Alquimia do EU SOU não autoriza arrogância contra quem sofre. Ela chama cada ser a recuperar o máximo possível de sua autoridade interior sem negar a compaixão, a justiça e o cuidado concreto. Se uma mesa está vazia enquanto outra desperdiça, isto não é apenas pensamento individual. É desarmonia coletiva que precisa ser transmutada por consciência, ação, partilha, política justa, ética, serviço e amor.
A escassez, contemplada espiritualmente, é uma mentira quando afirma que a Fonte é limitada, que o ser humano não tem dignidade, que a vida não pode circular, que uns precisam ser humilhados para outros existirem. Porém, a experiência da falta no mundo material é real para muitos e precisa ser tratada com misericórdia e responsabilidade. O Buscador e a Buscadora da Verdade devem livrar se do sentimento de escassez, mas também devem combater as formas de desperdício, exploração, ganância e superioridade que produzem escassez para outros. A verdadeira abundância não é acúmulo vaidoso. É circulação sagrada. É ter o necessário, criar o belo, compartilhar o justo, honrar a terra, trabalhar com dignidade, receber com gratidão e dar sem humilhar. O EU SOU não conduz à opulência do ego, mas à opulência da vida harmonizada.
A história humana mostra esta tensão. Grandes impérios acumularam riqueza e ruíram por podridão interna. Cidades magníficas se elevaram e caíram quando perderam justiça. Famílias poderosas guardaram ouro e perderam paz. Mercadores dominaram rotas e morreram sem dominar a si mesmos. Governantes ocuparam tronos e se tornaram escravos do medo de perdê-los. Ao mesmo tempo, homens e mulheres simples, sem grande posse exterior, tornaram-se faróis espirituais porque possuíam o tesouro que a ferrugem não consome. Isto não significa glorificar a pobreza nem condenar a abundância. Significa recordar que o verdadeiro poder não está na posse externa, mas na consciência que qualifica tudo que toca. O mesmo ouro pode construir hospital ou alimentar guerra. A mesma palavra pode curar ou destruir. A mesma mente pode criar beleza ou prisão. O mesmo dinheiro pode servir à vida ou ao ego.
Eu recebo a Câmara Interior cheia de Luz, joias, ouro e substância de todos os elementos do Universo como símbolo da plenitude não acessada da consciência. Muitos vivem do lado de fora dessa câmara, pedindo migalhas às aparências, mendigando aprovação, disputando restos de atenção, temendo cada oscilação do mundo, sem perceber que dentro de si existe uma sala real. Esta câmara não se abre pela violência, mas pela persistência. Não se abre pela pressa, mas pela reverência. Não se abre para quem deseja saqueá-la, mas para quem deseja servir ao Bem. Nela estão joias de sabedoria, ouro de consciência, água de cura, fogo de transmutação, ar de liberdade, terra de estabilidade e som de criação. O caminho da maestria é encontrar esta câmara, entrar nela com humildade e aprender a viver a partir dela.
A maestria verdadeira não é encontrar um mestre externo para carregar vossa alma. É aplicar a Lei do próprio Ser. Nenhum guia, escola, livro, rito ou tradição substitui a experiência íntima de governar a própria personalidade. O mestre externo pode apontar, inspirar, corrigir, iluminar, mas não pode fazer por vós a obra que pertence à vossa consciência. O Buscador e a Buscadora que procuram maestria nos outros acabam dependentes, fascinados, frustrados ou manipulados. Aquele que procura em si mesmo, sob a luz do Altíssimo e guiado por Yeshua Ha’Mashiach, começa a descobrir o santuário interior onde nenhum indagador curioso pode entrar. Este santuário é o ponto inviolável do encontro com Deus.
Eu contemplo a criança que vê anjos ou manifesta percepção interior como símbolo da sensibilidade original da alma. Muitas crianças chegam ao mundo ainda próximas da transparência, vendo beleza onde adultos veem rotina, sentindo atmosferas que adultos negam, falando com naturalidade daquilo que a razão endurecida ridiculariza. Mas a sociedade frequentemente castiga a percepção, chama de fantasia aquilo que não compreende, fecha portas sutis em nome de uma normalidade empobrecida. Isto não significa que toda imaginação infantil deva ser tomada como revelação objetiva. Significa que a infância possui uma abertura que deve ser cuidada com amor, discernimento e respeito. Não se deve destruir a sensibilidade de uma criança para torná-la aceitável a um mundo doente. Deve se ensiná-la a discernir, orar, amar, cuidar do corpo, respeitar o invisível e permanecer humilde.
Yeshua Ha’Mashiach honrou a pureza das crianças como sinal do Reino. Isto é profundo. O adulto que deseja entrar na Câmara Interior precisa recuperar uma confiança purificada, não infantilidade ingênua, mas simplicidade sagrada. O ego sofisticado ridiculariza os contos de fadas, mas vive escravo de narrativas muito mais ilusórias: a narrativa de que dinheiro compra alma, de que poder traz paz, de que aparência é amor, de que cinismo é inteligência, de que dureza é força, de que não há mistério. Um dia, muitos que zombaram do invisível se alegrarão ao descobrir que as fábulas, os símbolos, os mitos e os sonhos guardavam sementes da Verdade. O problema nunca foi a imaginação. O problema foi a imaginação desconectada da Presença. Quando consagrada, a imaginação é oficina de Deus na consciência humana.
A mente é o primeiro exercício. Antes de qualquer manifestação externa, o pensamento e o sentimento moldam a forma interna. Até o corpo responde à imagem que a consciência sustenta, embora isso não elimine a necessidade de cuidados, medicina, descanso, alimentação e responsabilidade. O corpo é templo, não inimigo. Pode ser influenciado pela paz ou pelo medo, pela gratidão ou pela amargura, pela esperança ou pelo desespero. A ciência do espírito sempre soube que mente, emoção, respiração e corpo dialogam. A Sagrada Alquimia do EU SOU ensina que, se o exercício físico fortalece músculos pela repetição, a repetição consciente da Presença fortalece faculdades interiores. A atenção é músculo espiritual. A fé madura é músculo da alma. A gratidão é músculo de percepção. A disciplina é músculo de liberdade.
Mas não confundais isto com desprezo pelo corpo físico. Há estudantes que, ao ouvir sobre poder mental, caem na imprudência de abandonar o cuidado concreto. Isto não é maestria. É desequilíbrio. O EU SOU deve governar também por meio da sabedoria prática. Cuidar do corpo, buscar auxílio quando necessário, organizar finanças, trabalhar com honestidade, descansar, estudar, pedir ajuda, tratar feridas emocionais, tudo isto também pode ser expressão da Presença. O espiritual não é contra o prático. O espiritual verdadeiro santifica o prático. A maestria não é negar a vida material, mas deixar de ser escravo dela.
Eu entrego uma tecnologia da consciência para romper o encantamento das aparências. Quando surgir uma condição difícil, fazei três movimentos. Primeiro, nomeai sem se identificar: há um desafio diante de mim. Não digais eu sou o desafio. Segundo, recolhei ao coração e respirai até sentir que existe um observador maior que a situação. Terceiro, declarai com serenidade: EU SOU a Presença Ativa do Criador em mim, iluminando minha mente, ordenando meus sentimentos, guiando minhas ações e abrindo os canais corretos para a solução em equilíbrio. Depois perguntai: qual é o próximo ato correto? A Presença se honra com ação correta. Não basta decretar e abandonar o leme. Decretai, escutai, agi, ajustai, agradecei.
Outra tecnologia é a guarda do contato exterior. Cuidai para não aceitar sem pensar as aparências das coisas. O mundo exterior oferece sugestões continuamente. Uma pessoa diz que não há saída. Uma notícia espalha pânico. Um mercado cria ameaça. Uma autoridade sem alma define vosso valor. Uma memória antiga afirma que sempre será assim. Uma voz interna repete falhas passadas. Não aceiteis tudo como alimento. Antes de permitir que uma ideia entre e governe, perguntai: isto vem da verdade ou do medo? Isto me chama à responsabilidade ou me paralisa? Isto amplia meu discernimento ou me hipnotiza? Isto reconhece a Presença ou a nega? O Buscador e a Buscadora devem ser porteiros do próprio templo.
Outra tecnologia é o regozijo antecipado. Regozijai-vos com a Presença visível e ativa daquilo que desejais manifestar dentro do equilíbrio. Isto não é fingir que já possuís exteriormente aquilo que ainda não chegou. É permitir que o sentimento de gratidão abra caminho para a forma correta. O coração que só agradece depois de ver permanece dependente da aparência. O coração que agradece por reconhecer a Fonte já começa a participar do invisível. A gratidão é uma ponte. Ela não compra Deus, não obriga a vida, não manipula o destino. Ela alinha a alma ao fluxo. Quem agradece corretamente deixa de viver como órfão.
Eu recebo o Grande Silêncio como a câmara de maior atividade do Criador. Isto parece paradoxo à mente externa, que confunde atividade com ruído. O mundo moderno se move sem parar e, muitas vezes, nada cria de eterno. O Grande Silêncio, porém, parece quieto e contém mundos. É nele que as formas nascem antes da forma. É nele que a palavra se purifica antes de sair da boca. É nele que a intuição se separa da ansiedade. É nele que a alma escuta o que não pode ser ouvido no barulho. Quando vós reconheceis EU SOU, entrais no Grande Silêncio, pois o Nome recolhe a consciência da periferia ao centro. Ali, muitas revelações se tornam possíveis, não como espetáculo, mas como clareza.
Praticai o Grande Silêncio todos os dias. Não espereis estar em crise. Sentai-vos. Respirai. Soltai a necessidade de controlar. Deixai os pensamentos passarem como aves no céu. Colocai a atenção no coração e declarai apenas: EU SOU. Depois silenciai. Se a mente se dispersar, retornai. Se emoções surgirem, respirai. Se imagens aparecerem, não corrais atrás. Se paz vier, não tenteis possuí-la. O Silêncio é escola. No começo parece vazio. Depois revela que o vazio estava cheio da Presença. O estudante que se familiariza com o Silêncio já não é arrastado tão facilmente pela confusão do mundo.
Eu também falo sobre coragem, força e valor. Quando sentirdes fraqueza, declarai: EU SOU aqui surgindo e suprindo instantaneamente tudo o que necessito para o próximo passo. Não digais isto como quem exige que toda a vida se resolva de uma vez. Dizei como quem recebe força para a obediência de agora. O Altíssimo muitas vezes não mostra a escada inteira, mas ilumina o degrau. A mente ansiosa quer garantia total. A alma madura aceita caminhar com a luz suficiente para o passo presente. Coragem não é ausência de medo. É a Presença governando apesar do medo.
A frase ninguém nesta Terra é mais que ninguém precisa ser compreendida como chave de humildade e justiça. As almas têm diferentes dons, responsabilidades, graus de maturidade, histórias e serviços, mas nenhuma possui autorização para desprezar outra. Superioridade espiritual é veneno sutil. Inferioridade também é mentira. O Buscador e a Buscadora não devem se colocar nem acima nem abaixo, mas diante de Deus. Aquele que se acha superior fecha-se à aprendizagem. Aquele que se acha inferior fecha-se à missão. A verdade diz: sou filho e filha da Fonte, responsável por desenvolver meus dons em serviço ao Bem, sem invejar o caminho alheio e sem diminuir a dignidade de ninguém.
A consciência ultrapassa os cinco sentidos. Isto deve ser tratado com reverência e discernimento. A alma percebe mais do que os olhos veem, sente campos, intui direções, reconhece verdades antes de traduzi-las. Há saberes que chegam pelo coração, sonhos que instruem, sincronicidades que convidam, pressentimentos que protegem, inspirações que descem como relâmpago suave. Mas nem toda percepção é revelação. Nem todo impulso é guia. Nem toda imagem interior vem do alto. Por isso, toda faculdade latente deve ser governada pela pureza, pelo amor, pela humildade e pela centralidade em Yeshua Ha’Mashiach. O poder oculto sem santidade pode desviar. A percepção sem ética pode confundir. A sensibilidade sem oração pode absorver sombras. O dom verdadeiro amadurece quando serve.
Eu contemplo a maestria como retiro sagrado. Aquilo que alguém conquista dentro de si não deve ser profanado pela necessidade de exibição. Há experiências que perdem força quando são entregues a ouvidos que só sabem duvidar, invejar ou distorcer. Isto não significa esconder a luz por medo, mas guardar o mistério até que ele amadureça em fruto. O ego quer anunciar cada pequena visão. A alma sábia deixa a visão transformar o caráter. O verdadeiro sinal de maestria não é contar experiências extraordinárias, mas viver de modo mais amoroso, mais lúcido, mais simples, mais firme e mais livre. O santuário interior não é palco. É altar.
Eu entrego agora uma prática de requalificação do EU SOU para sete momentos do dia. Ao acordar: EU SOU a Vida que desperta em mim com gratidão. Ao lavar o rosto: EU SOU purificação da mente, da palavra e do coração. Ao alimentar vos: EU SOU harmonia recebendo a vida da terra com reverência. Ao trabalhar: EU SOU inteligência, ordem e serviço no que faço. Ao encontrar alguém: EU SOU presença amorosa e discernente diante do outro. Ao enfrentar dificuldade: EU SOU o Poder do Criador guiando o próximo ato correto. Ao dormir: EU SOU guardado no Grande Silêncio e instruído pela Luz. Esta prática simples, repetida com sentimento, começa a criar uma nova gramática interior.
O Buscador e a Buscadora precisam cantar a grande melodia da Grande Presença Conquistadora do EU SOU. Cantar aqui não significa apenas usar a voz, mas viver em ressonância. Cada alma tem uma música. Quando vive em medo, sua música desafina. Quando vive em mentira, sua música pesa. Quando vive em gratidão, sua música clareia. Quando vive em amor, sua música cura. Quando vive em presença, sua música se alinha ao Verbo. A Sagrada Alquimia é também afinação. O instrumento é o ser. As cordas são pensamentos, sentimentos, emoções, palavras e atos. O músico deve ser a Presença, não o ego. Deixai o EU SOU tocar vossa vida até que ela se torne cântico de liberdade.
Eu encerro esta carta oracular afirmando que o poder do EU SOU é porta para a maestria, mas esta porta se abre aos persistentes, aos sinceros, aos reverentes, aos que não desistem, aos que não usam o sagrado para fugir da responsabilidade, aos que desejam transmutar e não apenas possuir, aos que aceitam alinhar palavra e vida. O véu da limitação, da inconsciência e da ignorância não cai apenas porque alguém o deseja. Ele se dissolve quando a consciência para de alimentá-lo. Cada vez que recusais um decreto de medo, o véu enfraquece. Cada vez que sustentais a Presença, o véu afina. Cada vez que agis em coerência com a Luz, o véu se rasga um pouco mais.
Que o Buscador e a Buscadora da Verdade recordem constantemente à consciência externa que EU SOU é o Poder Infinito do Criador em ação. Que não se identifiquem com doença, escassez, falha, medo ou dificuldade, mas também não fujam dos cuidados, da ação justa e do discernimento. Que entrem no Grande Silêncio. Que purifiquem a palavra. Que guardem a atenção. Que regozijem antes de ver. Que tratem a imaginação como oficina sagrada. Que cuidem da criança interior e das crianças da Terra. Que reconheçam a Câmara Interior cheia de Luz, joias e ouro espiritual. Que busquem a maestria não nos outros, mas na aplicação fiel da Lei do próprio Ser. Que persistam no poder oculto que há dentro, sempre submetido ao Amor Divino e à Ordem do Mestre Yeshua Ha’Mashiach.
E agora, no altar íntimo da consciência, eu declaro: EU SOU a Presença Ativa do Criador em mim. EU SOU a Vida que não se curva às aparências. EU SOU a Sabedoria que governa minha palavra. EU SOU a Força que supre o próximo passo. EU SOU a Gratidão que abre canais de manifestação dentro do equilíbrio. EU SOU a abundância da Fonte circulando com justiça, amor e serviço. EU SOU o Grande Silêncio onde o Criador age. EU SOU a Câmara Interior de luz e ouro espiritual. EU SOU a maestria sobre minha personalidade. EU SOU livre do véu da limitação, da inconsciência e da ignorância. EU SOU, em Yeshua Ha’Mashiach, caminho vivo de redenção, presença, verdade e libertação.
Que esta palavra não seja apenas lida, mas respirada. Que não seja apenas admirada, mas praticada. Que não seja apenas som, mas semente. Que a Presença EU SOU se arraigue tão profundamente no Buscador e na Buscadora que, diante de qualquer aparência, a alma se levante serenamente e recorde: o Criador vive em mim, age em mim, guia-me, sustenta-me e chama-me a manifestar a Luz com humildade, coragem e amor.
Mensageiro da Sagrada Alquimia do EU SOU sob a Ordem Divina do Mestre Yeshua Ha'Mashiach
Jp Santsil
