Não vês a amargura que persegues
de grades e correntes, tua fuga?
E sempre à prisão estás entregue
que sempre te altera e subjulga?
Não vês como descalças teus desejos
em cacos de ilusão entre os espinhos?
Será que bem depois de tantos medos,
confundes tanta dor como carinho?
Eu vejo os teus olhos tão vermelhos
olhando tanta dor pelos espelhos
sonhando em matar teu inimigo...
Eu vejo e me entristeço e me recolho...
(eu vi o meu futuro no teu olho)
Deixar de ser você eu não consigo.

