era distante e todo tempo mudo
e era o vento que a sorrir floria.
era um corpo a pele desse mundo
onde eu deitava e sem querer dormia...
rasgou-se o céu que era cor de rosa,
incendiando todo o meu pulmão.
faltou-me ar e acordei em casa
sem perceber o que era sonho ou não.
era um domingo entre o fim da tarde
espreguiçando toda sua carne
por entre leitos que dormem vazios,
com sua pele cor de água clara
apaixonada pelo sol que raia
já em silêncio, por detrás do rio.

