Deitado nas marés da manhãnzinha
vendo o parto do azul que nos encobre,
quase ouço o Senhor e Deus da morte
contemplando, junto a mim, o vir do dia.
Como se o nascimento fosse mágoa
e a vida renovar-se, um castigo,
perguntei ao gigante adormecido
qual seria a memória dessas águas...?
Então veio perfumar, a maresia,
entre vida, como um Deus de energia,
todo ar que me circunda, de preguiça.
Enfim eu mergulhei profundamente
em um sono, tão tranquilo e tão contente,
com as ondas se quebrando de alegria

