Culpa
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Culpa

duas da manhã;

e a culpa esmaga minh'alma;

 

dois copos de café jazem vazios,

as mentes arruinadas com perguntas toscas sentem saudade de viver.

 

saudade do que antes era real,

e que por medo da queda,

agora não passa

de um sonho distante.

 

sentem que a felicidade errou a porta,

quando sequer recebeu o endereço.

 

e a culpa chega.

espero que junto chegue este poema,

e te faça voltar a amar.

 

(mas não existe culpado,

apenas volte a amar,

volte)