CASO DESCUBRAM, ME QUEIMARÃO NA FOGUEIRA!
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CASO DESCUBRAM, ME QUEIMARÃO NA FOGUEIRA!

Como o profeta blasfêmico

Do Deus do Sol, hei de louvar

A sombra.

 

Sob o abrigo de treva

Eu, reclino a poltrona

Vermelha e, afundado a

Espuma, Me Sento.

Proporcionando um confortável

Alento, seguido de um suspiro

Abafado.

 

Mal consigo respirar,

Diante a punição

Da divindade radiante!

A ira do Deus do

Mormaço!

Não aceitarei tamanho

Sofrimento.

Hoje, marque o dia:

Me levantarei contra a

Postedade!

 

Com o mata-piolho e

O fura bolo, giro o interruptor

Da engenhoca afrontosa

A minha frente.

Um dos outros cultistas,

O Sábio Mecânico me

Proporcionou tal

Autômato, por um preço.

 

Que dispositivo, perguntas?

Um artefato mágico, uma turbina

De três hélices que girava

Refrescando.

Acredite. Do éter,

Do Nada! Sim, do Nada

Cria vento!

 

O tecnomante explanou

O nome dessa Monstruosidade

De estranho Material.

Nem macio, nem duro,

Surreal.

Ele a batizou, com um nome

Tão nome que,

Me dá calafrios.

 

Trata-se de um

Circulador de Ar, C400p, 130w, Preto, 110v, Britânia.

 

Compreende tu, a bruxaria?

Mal entendo uma seção do

Título (Impuro) deste

Troço!

 

Nem com a maior das

Epifanias, eu!

Teria a ideia de

Algo tão absurdo!

Tão Diabólico!

 

-Do Poeta Cicatriz