Somos únicas e diferentes
Cada qual a sua forma
Originais e não robôs programados
Da aclamada ditadura da beleza
Que nós querem como bonecas de plástico
Para satisfazer os desejos e normas da sociedade patriarcal
Nossos corpos
Nossa libido
Não equivale apenas para satisfazer prazeres dos homens
Tudo ao nosso redor o que fazemos
O que real queremos vira um eterno tabu
A liberdade nos é imposta como uma fantasia
Em tudo somos julgadas e condenadas
Um dia a caixinha de padrões será implodida
E provaremos o gosto da doce liberdade
Sentindo com a ponta da língua
E chuparemos a felicidade com nossos dedos
Sem que nos sentimos mal
Pela falácia dessa gente que não ousa ser dona do próprio destino.

