Por que sonhamos com algum futuro
se hoje a luta nos massacra tanto?
Cá, humilhados pelos quatro cantos,
são esses cantos frios e escuros.
Por que tentamos construir futuros,
trazendo à vida um pouco mais de encanto,
se já nos cercam pelos quatro cantos,
mas temos medo de pularem os muros?
Porque cantamos como um sol nascente,
ou como o brilho de uma cadente
rasgando a noite para que a notem!
Quando ouvirem o som de nossos bumbos,
cantemos! Temos aversão ao chumbo,
enquanto eles, alergia ao pólen.
