AQUELAS NOITES FRIAS
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AQUELAS NOITES FRIAS

Já era tarde em Moscow. A cafeteria estava quase fechando. Eu estava tão distraído com uma leitura que nem notei o aproximar da atendente. Ela disse algo em Russo, mas não entendi. Meu semblante confuso foi uma resposta suficiente para ela.

 

- Ты понимаешь меня? - perguntou a moça se eu a entendia. Isso eu entendi.

 

- извини... Я не понимаю... - respondi que não a entendo, dessa vez foi de maneira irônica, claro.

 

Rimos juntos e conversamos a noite inteira. Havia algo de diferente, especial. Com ela o tempo não voava; decolava. Não nos abrimos um para o outro; nós nos transbordamos.