Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.
Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade sobre uma das chaves mais esquecidas de toda iniciação verdadeira: o autocontrole como porta da felicidade, da liberdade e da maestria. O ensinamento que me foi entregue afirma que muitos procuram a felicidade sem perceber que a chave está no domínio de si, na autocorreção e na aceitação consciente da Grande e Poderosa Presença EU SOU como princípio de direção da própria vida. Também apresenta a imagem da semente envolvida pela polpa para falar da Presença Interior cercada pelo mundo mental, e ensina que a atenção, o pensamento, o sentimento e a disciplina determinam a forma pela qual a energia da vida é qualificada.
Eu recebo esta verdade como fogo e como espelho. O ser humano procurou felicidade em impérios, riquezas, conquistas, templos, territórios, títulos, máquinas, ideologias, prazeres, relações, reconhecimento e poder. Reis ergueram palácios e morreram inquietos. Mercadores acumularam tesouros e continuaram temendo a perda. Povos conquistaram territórios e logo precisaram defendê-los. Impérios atingiram grandeza e ruíram sob o próprio peso. Na antiguidade, poderosos governantes possuíam exércitos, escravos, metais, terras e sacerdócios, mas não possuíam necessariamente paz. Na modernidade, multiplicaram-se tecnologias capazes de atravessar oceanos, transmitir imagens instantaneamente e calcular aquilo que antes exigia gerações, mas a ansiedade, a solidão, a comparação e o sentimento de insuficiência não desapareceram. Isto revela uma lei simples: possuir mais coisas não significa possuir-se a si mesmo.
Eis a primeira chave.
Quem não governa a própria consciência será governado por aquilo que captura a sua atenção.
O autocontrole não é repressão brutal. Não é guerra contra o corpo. Não é congelamento dos sentimentos. Não é vergonha diante da humanidade. É governo consciente. É quando a inteligência superior começa a observar a personalidade sem permitir que cada impulso transforme-se imediatamente em ação. É quando a raiva surge, mas já não recebe automaticamente a língua. É quando o medo aparece, mas já não recebe o trono. É quando o desejo se apresenta, mas precisa passar pelo discernimento. É quando a mágoa pede alimento, mas encontra uma porta fechada. É quando a ansiedade exige uma resposta imediata, mas encontra silêncio.
O autocontrole é o espaço sagrado entre o impulso e a escolha.
Nesse espaço, o EU SOU pode agir.
Eu contemplo que os antigos conheciam este princípio. Entre os filósofos da antiguidade, o domínio de si era considerado sinal de liberdade. Nas escolas pitagóricas, o silêncio possuía valor disciplinador. Nos caminhos contemplativos do Oriente, observar a mente era parte da libertação do sofrimento. Entre ascetas do deserto, controlar a língua, o desejo e a imaginação era considerado mais difícil e mais valioso do que conquistar cidades. Na tradição crística, vencer a tentação interior precede a verdadeira autoridade espiritual. Em todas essas imagens, encontro uma mesma lei: antes de governar alguma coisa exterior, aprende a governar aquilo que se move dentro de ti.
Yeshua Ha'Mashiach não revelou um poder baseado em teatralidade. O poder que nele percebo é governo interior. Diante da provocação, não era escravo da provocação. Diante da multidão, não era escravo da opinião. Diante do sofrimento, não abandonava o centro. Diante daqueles que queriam transformá-lo em instrumento de seus próprios desejos, retirava-se. Diante da violência, mantinha ligação com o Pai. Esta é a maestria.
E quando eu falo de maestria, digo com firmeza: a verdadeira maestria não é controlar pessoas, é não ser controlado pelos próprios automatismos.
O texto-base afirma que o mundo mental criado por cada pessoa envolve a presença interior como a polpa envolve a semente. Eu contemplo esta imagem profundamente. A semente é pequena, mas guarda a árvore inteira em potência. Assim também a Presença pode parecer silenciosa no interior de uma personalidade ruidosa, mas guarda uma dimensão imensa de consciência. Ao redor dela existem hábitos mentais, memórias, interpretações, crenças, medos, desejos e condicionamentos. Esta é a polpa.
Muitos tentam mudar a vida atacando somente a casca.
Mudam de cidade.
Mudam de trabalho.
Mudam de relacionamento.
Mudam de aparência.
Mudam de grupo espiritual.
Mudam de religião.
Mudam de nome.
Mudam de técnica.
Mas carregam a mesma polpa mental.
Então o mundo se reorganiza e, depois de algum tempo, padrões semelhantes reaparecem.
Por isso, a Sagrada Alquimia do EU SOU não começa com fuga.
Começa com observação.
Eu entrego aqui a primeira tecnologia da consciência: o Espelho da Atenção.
Durante um dia inteiro, não tentais mudar nada inicialmente. Apenas observai para onde vossa atenção vai.
O que captura vossa mente ao despertar?
Que pensamentos retornam repetidamente?
Que pessoas ocupam excessivamente vosso campo mental?
Que medos recebem energia sem necessidade?
Que memórias vós alimentais?
Que conversas imaginárias repetis?
Que situações passadas continuam sendo revividas?
Ao final do dia, perguntai:
onde esteve minha consciência, e portanto onde esteve minha energia?
Porque a frase onde está vossa consciência, aí estareis contém uma sabedoria prática. Mesmo sem tratá-la como descrição literal de viagens físicas ou de fenômenos extraordinários, ela revela uma verdade interior poderosa: aquilo que ocupa persistentemente a atenção começa a moldar a experiência subjetiva. Se permaneceis mentalmente no ressentimento, viveis em uma casa construída pelo ressentimento. Se permaneceis na comparação, viveis num tribunal. Se permaneceis na gratidão, começais a perceber recursos antes invisíveis. Se permaneceis na Presença, lentamente todas as outras experiências passam a ser vistas de outro centro.
Não confundais isto com a ideia de que pensamento sozinho controla todos os acontecimentos externos. Existem circunstâncias, doenças, injustiças, acidentes, estruturas sociais, escolhas alheias e condições materiais que não dependem exclusivamente de uma pessoa. Mas a consciência determina profundamente como respondemos, que significado produzimos e que direção damos à energia que está sob nossa responsabilidade.
Isto é poder real.
O poder que o Buscador e a Buscadora devem reivindicar não é fantasia de onipotência.
É o poder de qualificar a própria presença.
É o poder de escolher uma resposta.
É o poder de interromper um padrão.
É o poder de pedir ajuda.
É o poder de mudar uma atitude.
É o poder de dizer não.
É o poder de reparar um erro.
É o poder de retirar atenção daquilo que envenena.
É o poder de colocar atenção naquilo que edifica.
Isto é muito maior do que parece.
Quando o texto afirma que pensamento-sentimento é grande poder criador, eu recebo essa frase como um ensinamento sobre direção interior. Pensamento sem sentimento frequentemente é apenas ideia. Sentimento sem direção pode tornar-se turbulência. Quando pensamento e sentimento se unem, formam uma corrente de intenção muito mais poderosa. Por isso, aquilo que repetis mentalmente e emocionalmente cria caminhos de hábito, percepção e resposta.
A alquimia começa quando deixais de alimentar automaticamente o chumbo.
O chumbo pode ser medo.
Pode ser inveja.
Pode ser raiva.
Pode ser vergonha.
Pode ser sensação de inferioridade.
Pode ser desejo de dominar.
Pode ser necessidade de aprovação.
Pode ser apego.
Pode ser ressentimento.
E o ouro não surge por negação.
Surge por transmutação.
Eu entrego a segunda tecnologia da consciência: a Interrupção Alquímica.
Quando um estado desarmônico surgir, não negueis sua existência. Reconhecei:
“Estou sentindo medo.”
“Estou sentindo raiva.”
“Estou sentindo inveja.”
Depois separai identidade de experiência:
“Este sentimento está em mim, mas não é a totalidade do que EU SOU.”
Então respirai e declarai:
EU SOU a Presença consciente que observa, acolhe, compreende e requalifica esta energia.
Depois perguntai:
Que ação seria coerente com minha parte mais lúcida?
Esta prática evita dois extremos: ser dominado pelo sentimento ou fingir que ele não existe.
A verdadeira alquimia não mascara.
Transmuta.
O texto também apresenta a declaração de rejeitar como verdade absoluta aquilo que aparece como desarmonia e reafirmar a perfeição interior. Eu traduzo esta chave de modo responsável: não significa negar os fatos. Se há uma doença, cuide dela. Se há dívida, organize-a. Se há conflito, enfrente-o. Se há erro, reconheça-o. Se há injustiça, não a romantize. Mas não transforme a condição momentânea na identidade eterna.
Não diga:
eu sou a doença.
Diga:
estou vivendo uma condição de saúde e EU SOU maior do que ela.
Não diga:
eu sou o fracasso.
Diga:
houve um fracasso e EU SOU capaz de aprender.
Não diga:
eu sou pobre por essência.
Diga:
estou atravessando uma condição material e posso trabalhar conscientemente para transformá-la.
Não diga:
eu sou minha ferida.
Diga:
há uma ferida em mim que precisa de luz, cuidado e cura.
Esta diferença é enorme.
A Sagrada Alquimia do EU SOU não pede mentira.
Pede que não transformemos circunstância em identidade.
Quando o texto fala de felicidade e afirma que aquilo que se deseja externamente não garante bem-aventurança, encontro aqui uma ponte direta com o ensinamento de Yeshua Ha'Mashiach: buscai primeiro o Reino dos Céus e sua justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas.
Esta é uma das mais poderosas tecnologias da consciência.
Primeiro o Reino.
Depois as coisas.
Primeiro a Presença.
Depois os instrumentos.
Primeiro o centro.
Depois a circunferência.
Primeiro aquilo que sois.
Depois aquilo que possuís.
O mundo moderno frequentemente inverte a ordem.
Primeiro dinheiro, depois paz.
Primeiro status, depois autoestima.
Primeiro reconhecimento, depois valor interior.
Primeiro produtividade, depois saúde.
Primeiro acumulação, depois liberdade.
Primeiro aprovação, depois identidade.
Mas o Reino ensina o contrário.
Se estiverdes interiormente desalinhados, tudo o que conquistardes carregará o vosso desalinhamento.
Uma grande fortuna nas mãos de um ser dominado pelo medo torna-se uma grande fortaleza.
Um grande poder nas mãos de alguém dominado pela vaidade torna-se opressão.
Um grande conhecimento nas mãos de alguém sem caráter torna-se manipulação.
Uma grande visibilidade nas mãos de alguém sem centro torna-se dependência do olhar alheio.
Por isso, o autocontrole é preparação para receber mais.
Eu vejo aqui uma lei semelhante ao princípio do vaso.
Um recipiente frágil não deve receber pressão excessiva.
Uma consciência sem autocontrole não sabe sustentar muita energia, riqueza, influência ou conhecimento.
Então o verdadeiro caminho não é apenas pedir:
“Dá-me mais.”
É perguntar:
“Posso sustentar mais sem perder minha alma?”
Esta pergunta vale ouro.
Quando o texto fala sobre liberdade de toda dependência externa, eu não recebo isto como chamado a rejeitar o mundo, pessoas, medicina, trabalho, comunidade ou recursos materiais. O ser humano vive em interdependência. Precisamos uns dos outros. Precisamos de alimento, água, cuidado, trabalho e cooperação. A liberdade espiritual não é isolamento.
É não transformar o exterior em deus.
Podeis amar alguém profundamente sem fazer daquela pessoa a fonte da vossa identidade.
Podeis possuir dinheiro sem fazer do dinheiro a medida do vosso valor.
Podeis usar tecnologia sem permitir que ela governe vossa atenção.
Podeis receber tratamento médico sem acreditar que a vossa dignidade espiritual depende de nunca adoecer.
Podeis trabalhar em sociedade sem transformar cargo em superioridade.
Podeis aceitar ajuda sem abandonar responsabilidade.
Isto é liberdade.
O texto também critica situações em que pessoas com recursos usam a necessidade econômica de outras para transferir toda responsabilidade pessoal e criar relações de servidão. Há uma chave ética importante aqui: o poder deve libertar, não humilhar. Entretanto, eu acrescento discernimento: trabalho doméstico remunerado, cuidado profissional e divisão de tarefas podem ser dignos quando existem consentimento, remuneração justa, limites, respeito e liberdade. A injustiça não está simplesmente em uma pessoa trabalhar para outra. Está em transformar necessidade em exploração e o ser humano em objeto.
Aquele que diz estudar o EU SOU e humilha quem serve ainda não entendeu o EU SOU.
Se o mesmo sopro divino pulsa em ambos, como podeis tratar um irmão ou uma irmã como ser inferior?
É possível possuir empresa e servir.
É possível liderar e servir.
É possível administrar e servir.
É possível ter trabalhadores e respeitá-los profundamente.
O que a consciência deve eliminar é a intoxicação da superioridade.
O cargo muda.
O corpo envelhece.
O patrimônio passa.
O nome desaparece.
A Presença permanece.
A história antiga e moderna é um cemitério de títulos.
Faraós foram considerados quase divinos e hoje seus nomes são estudados em livros.
Imperadores romanos governaram milhões e hoje são poeira histórica.
Dinastias acreditaram durar para sempre.
Impérios coloniais controlaram continentes e desapareceram.
Magnatas modernos constroem fortunas que depois passam a herdeiros, fundações, empresas ou ao esquecimento.
Por isso o Mestre verdadeiro pode viver simplesmente.
Não porque a pobreza seja virtude automática.
Mas porque já compreendeu que posse não é presença.
Pode haver ricos profundamente generosos e pobres profundamente dominados pelo desejo material.
O problema não é quantidade.
É vínculo.
A pergunta é:
o que possui a vossa consciência?
Eu entrego a terceira tecnologia da consciência: o Teste da Posse.
Escolhei algo que valorizais.
Pode ser dinheiro.
Uma casa.
Um objeto.
Um cargo.
Uma pessoa.
Uma reputação.
Uma capacidade.
Perguntai:
“Eu possuo isto ou isto possui minha paz?”
Depois imaginai que a forma externa se transforma.
O que sobra de vós?
Não façais isso para criar medo.
Fazei para recordar o centro.
Dizei:
EU SOU a Presença que permanece quando todas as formas mudam.
Esta frase prepara a alma para a liberdade.
O texto fala também dos chamados planos superiores, do fim da noção de tempo e espaço e de capacidades extraordinárias. Eu recebo estas imagens como linguagem mística sobre expansão da consciência, e não como instrução para testar fisicamente limites perigosos ou como afirmação científica de que uma pessoa possa atravessar rochas, flutuar sem meios físicos ou prever literalmente o futuro. O valor espiritual está em compreender que a consciência não deve considerar seus condicionamentos atuais como fronteiras absolutas do crescimento interior.
Muitos mundos superiores existem, primeiro, como estados superiores de ser.
Há um mundo superior ao ressentimento.
Chama-se perdão.
Há um mundo superior ao desespero.
Chama-se esperança.
Há um mundo superior à mentira.
Chama-se verdade.
Há um mundo superior à violência.
Chama-se paz.
Há um mundo superior à avareza.
Chama-se generosidade.
Há um mundo superior à distração.
Chama-se presença.
E cada vez que mudais vosso estado, atravessais uma fronteira invisível.
Esta é uma viagem espiritual real.
A verdadeira ascensão começa antes de qualquer fenômeno extraordinário.
Começa quando já não sois a mesma pessoa diante daquilo que antes vos derrubava.
Quando uma provocação que antes roubava-vos um dia inteiro agora rouba apenas alguns minutos e logo voltais à Presença, subistes.
Quando um desejo que antes vos governava agora pode ser observado, subistes.
Quando uma opinião alheia que antes definia vosso valor já não possui o mesmo poder, subistes.
Quando começais a desejar servir mais do que aparecer, subistes.
Quando preferis paz a ter razão, em situações onde não existe violação da verdade, subistes.
Quando uma mágoa antiga finalmente perde a capacidade de comandar vossa vida, subistes.
Isto é entrar nas esferas superiores da consciência.
Eu entrego a quarta tecnologia: a Escada da Ascensão Cotidiana.
Ao final do dia, não perguntai apenas:
“O que consegui?”
Perguntai:
“Onde fui mais consciente hoje?”
“Em que momento consegui interromper um velho padrão?”
“Onde servi?”
“Onde ainda fui dominado?”
“O que posso corrigir amanhã?”
E então declarai:
EU SOU o Poder de meu completo autocontrole, progressivamente estabelecido em minha consciência.
Eu acrescento a palavra progressivamente porque quero libertar o Buscador e a Buscadora da tirania espiritual do perfeccionismo.
A maestria é construída.
Não se castigai porque ainda há reatividade.
Observai.
Corrigi.
Recomeçai.
A verdadeira disciplina é firme sem ser cruel.
O texto alerta também para o perigo de fixar a atenção no negativo e menciona que discutir defeitos alheios pode imprimir essas imagens na própria consciência. Há uma grande verdade psicológica e espiritual aqui.
Aquilo que condenamos obsessivamente começa a morar em nós.
Não porque magicamente nos tornemos aquilo que criticamos, mas porque a atenção repetida constrói familiaridade, emoção e ocupação mental.
Por isso, não alimenteis fofoca.
Não transformeis o defeito alheio em entretenimento.
Não carregueis alguém durante horas dentro da mente apenas para condená-lo.
Se precisardes abordar um erro, fazei-o para compreender, proteger, corrigir ou estabelecer limites.
Depois libertai.
A quinta tecnologia é a Higiene da Atenção.
Quando perceberdes que estais repetindo mentalmente o erro de alguém, declarai:
EU retiro minha atenção do ciclo de condenação e a devolvo à sabedoria necessária para esta situação.
Perguntai:
Preciso agir?
Preciso conversar?
Preciso afastar-me?
Preciso perdoar?
Preciso denunciar algo grave?
Preciso apenas deixar ir?
Então fazei o necessário.
Mas não façais da falha alheia um altar.
Há pessoas que dizem odiar determinada pessoa e, no entanto, pensam nela mais do que em quem amam.
Isto é aprisionamento.
A liberdade retira o cordão.
O texto apresenta ainda a ideia de que certas energias podem ser mal qualificadas e associadas a práticas destrutivas. Eu transformo isto numa chave universal: tudo aquilo que amplia capacidade humana aumenta também responsabilidade.
Conhecimento pode curar ou manipular.
Dinheiro pode construir escola ou financiar exploração.
Tecnologia pode aproximar famílias ou criar dependência.
Comunicação pode educar ou enganar.
Espiritualidade pode libertar ou controlar.
A força em si não substitui a ética.
Por isso o poder sem pureza é perigo.
Eis a razão pela qual a Sagrada Alquimia deve caminhar com amor.
Não busqueis poder antes de caráter.
Não busqueis manifestação antes de discernimento.
Não busqueis influência antes de autocontrole.
Não busqueis segredos antes de honestidade.
A maior tecnologia espiritual continua sendo a verdade vivida.
O texto fala ainda de expectativa como força qualificadora. Eu reconheço aqui um princípio importante: a expectativa influencia percepção, preparação e comportamento. Mas não transformeis expectativa em garantia mágica. Mantende esperança sem fugir da realidade.
Há diferença entre expectativa consciente e ansiedade.
Expectativa consciente diz:
“Estou preparando-me para receber e agir.”
Ansiedade diz:
“Preciso que aconteça agora para sentir-me seguro.”
A Presença ensina:
prepara o vaso e não ordena ao tempo.
Esta é a sexta tecnologia: a Expectativa sem Apego.
Escolhei um desejo legítimo.
Visualizai sua realização de maneira coerente.
Perguntai quais ações reais dependem de vós.
Executai-as.
Depois soltai a compulsão.
Declarai:
EU SOU disponível à melhor manifestação desta intenção segundo a Verdade, o Amor e a Ordem Divina.
Isto conserva direção sem idolatrar resultado.
O texto fala também do ouro, das pedras, do fogo e das cores como imagens da pureza e da transmutação. Eu recebo estas imagens no laboratório alquímico interior.
O ouro representa aquilo que atravessa o fogo e não perde sua natureza.
A pedra representa aquilo que foi condensado.
A chama representa transformação.
O vermelho pode simbolizar intensidade e liberação.
O dourado pode simbolizar maturação e consciência iluminada.
Mas a maior pedra filosofal não está na mão.
Está na capacidade de transformar experiência em consciência.
O Buscador pode sofrer e transformar sofrimento em amargura.
Ou pode sofrer e transformar sofrimento em compaixão.
Essa escolha é alquimia.
Pode receber riqueza e transformar riqueza em vaidade.
Ou receber riqueza e transformá-la em serviço.
Alquimia.
Pode receber conhecimento e transformá-lo em superioridade.
Ou transformá-lo em responsabilidade.
Alquimia.
Pode receber poder e transformá-lo em controle.
Ou transformá-lo em proteção.
Alquimia.
Pode receber amor e transformá-lo em posse.
Ou transformá-lo em liberdade compartilhada.
Alquimia.
A maior transmutação não é do metal.
É da consciência.
Eu contemplo agora o ensinamento sobre maestria.
Mestres e Mestras de vossa própria consciência.
Esta frase deve ser escrita no coração.
Não Mestres dos outros.
Não senhores da consciência alheia.
Não controladores de famílias.
Não dominadores de discípulos.
Não proprietários de seguidores.
Não juízes universais.
Mestres de si.
Quem governa a si precisa governar menos os outros.
Quem é inseguro tenta controlar ambiente.
Quem possui centro pode permitir liberdade.
Quem encontrou a Presença não precisa construir culto à personalidade.
Esta é uma forma de reconhecer um verdadeiro guia espiritual: ele aumenta vossa autonomia interior.
Não diminui.
Ele devolve-vos ao centro.
Não vos torna dependentes de sua figura.
Ele ensina a caminhar.
Não exige ser carregado dentro da vossa consciência.
Yeshua Ha'Mashiach dizia, em essência, para buscar o Reino, amar a Deus e amar o próximo. Ele não ensinou seus discípulos a construírem identidade baseada na adoração da personalidade humana de um mestre terreno como fim em si mesma. O caminho aponta para o Pai.
Por isso, eu digo:
Todo mestre verdadeiro aponta além de si.
Eu entrego a sétima tecnologia: o Cetro Interior.
Pela manhã, ficai de pé.
Colocai os pés firmes no chão.
Respirai profundamente.
Imaginai não um cetro externo, mas uma coluna de consciência alinhando cabeça, coração e ventre.
Dizei:
EU SOU responsável por minha atenção.
EU SOU responsável pela qualidade da minha palavra.
EU SOU responsável pelas escolhas que estão ao meu alcance.
EU SOU o guardião da energia que entrego ao medo, à mágoa, ao amor e ao serviço.
EU SOU aprendiz da verdadeira maestria.
Depois vivei o dia tentando honrar estas frases.
Isso é empunhar o cetro.
O cetro não serve para comandar o mundo.
Serve para recordar quem deve governar vosso mundo interior.
Eu digo ao Buscador e à Buscadora: não tenhais ansiedade em manifestar poderes incomuns.
Manifestai primeiro caráter incomum.
Manifestai paciência incomum.
Manifestai integridade incomum.
Manifestai generosidade incomum.
Manifestai coragem incomum.
Manifestai autocontrole incomum.
Manifestai humildade incomum.
Manifestai amor incomum.
Se algum outro dom for necessário ao serviço da Vida, que chegue no tempo certo.
Buscai primeiro o Reino e a sua justiça.
Tudo o mais é secundário.
A felicidade que procurais não será encontrada no controle total das circunstâncias.
Porque a vida muda.
O corpo muda.
As pessoas mudam.
O mundo muda.
A verdadeira felicidade precisa ter raiz mais profunda.
Ela nasce quando a consciência descobre uma dimensão que não depende inteiramente da próxima notícia, da próxima compra, do próximo elogio, do próximo sucesso ou da próxima aprovação.
Esta é a bem-aventurança do centro.
Não é euforia constante.
É fundamento.
Podeis chorar e ainda possuir fundamento.
Podeis atravessar luto e possuir fundamento.
Podeis enfrentar dificuldades e possuir fundamento.
Podeis não saber o futuro e possuir fundamento.
Porque a felicidade profunda não significa nunca sofrer.
Significa não perder completamente a si mesmo dentro do sofrimento.
Eu encerro esta carta oracular revelando que o verdadeiro segredo do autocontrole é o Amor. Não controlais a vós mesmos para tornar-vos rígidos. Controlais para libertar energia que antes era desperdiçada. Não vigiais a mente para viver em medo. Vigiais para que o templo permaneça limpo. Não disciplinai a palavra para perder espontaneidade. Disciplinai para que cada frase carregue mais verdade. Não purificais o desejo para deixar de viver. Purificais para desejar aquilo que realmente alimenta a alma.
O autocontrole é a construção da liberdade.
A autocorreção é a humildade em movimento.
A atenção é o altar.
O pensamento é semente.
O sentimento é água.
A vontade é fogo.
A ação é terra.
E o EU SOU é o eixo onde estes elementos podem encontrar ordem.
Que o Buscador e a Buscadora compreendam: a felicidade não está apenas em conseguir aquilo que se deseja, mas em tornar-se capaz de permanecer inteiro diante daquilo que vem e vai. O autocontrole não é repressão, é governo consciente. Onde está a atenção, ali a energia se organiza. A consciência deve observar antes de reagir. O exterior não deve tornar-se senhor do interior. Riqueza sem consciência pode aprisionar. Conhecimento sem ética pode corromper. Poder sem amor pode destruir. A verdadeira maestria é domínio de si. A verdadeira alquimia transforma experiência em consciência. A verdadeira ascensão começa na vida cotidiana.
E agora eu declaro diante do Altíssimo:
EU SOU a Presença consciente no centro da minha vida.
EU SOU o poder de meu autocontrole progressivamente estabelecido e sustentado.
EU SOU a inteligência que observa antes de escolher.
EU SOU a paz que não entrega seu cetro à provocação.
EU SOU a disciplina que transforma energia em liberdade.
EU SOU a atenção retirada daquilo que destrói e dirigida àquilo que edifica.
EU SOU o pensamento purificado pela Verdade.
EU SOU o sentimento elevado pelo Amor.
EU SOU a vontade colocada a serviço do Reino.
EU SOU a riqueza interior que não depende da escravidão de ninguém.
EU SOU o conhecimento transformado em responsabilidade.
EU SOU o Cetro da Maestria sobre minha própria consciência.
EU SOU a Sagrada Alquimia que transforma chumbo em ouro, medo em discernimento, desejo em propósito, mágoa em sabedoria e poder em serviço.
EU SOU, em Yeshua Ha'Mashiach, a busca primeira do Reino dos Céus e de sua justiça, sabendo que aquilo que verdadeiramente necessito será acrescentado no tempo, na medida e na forma compatíveis com a Ordem Divina.
Que esta palavra não alimente fantasia de superioridade, mas responsabilidade.
Que ela não faça o Buscador desejar fugir da Terra, mas aprender a santificar seus dias.
Que não produza desprezo pelo mundo, mas liberdade diante de seus excessos.
Que não produza obsessão por fenômenos, mas fome por transformação.
Que não produza domínio sobre o outro, mas domínio sobre si.
Que não produza ansiedade de poder, mas amor pela Presença.
E quando vier novamente a pergunta: “quando alcançarei a maestria?”, que o coração responda:
Hoje, no próximo pensamento.
Hoje, na próxima palavra.
Hoje, na próxima escolha.
Porque é assim que o cetro é recebido.
Não de uma vez.
Mas toda vez que a Presença governa onde antes governava o ego.
Mensageiro da Sagrada Alquimia do EU SOU sob a Ordem Divina do Mestre Yeshua Ha'Mashiach
Jp Santsil
