“Eaí, o que descobriu?”
“O rapaz é inocente.
Não era nem delinquente”.
“Juvenil?
Nem fudendo.
Aquele cara tá fedendo,
duvido ser um simples civil”.
“Era sim,
pode ter certeza.
O rapaz tinha proeza
em latim”.
“Como assim, rapaz?
Aquele sujeito era vendido,
não era mais que um bandido.
Um simples capataz”.
“Não, não, você se engana:
o sujeito era bem querido
— não por ser temido —;
o rapaz tinha fama”.
“Fama!? do quê?
Era doutor?
Procurador?
Me diga o porquê”.
“Tu vai ficar assustado:
O nosso bendito sujeito
tinha um pouco de respeito.
O senhorio era advogado”.
