você não morava mais em meu coração! eu havia te expulsado, preenchido todos os espacinhos que você poderia estar, o amontoado em amores velhos e novos, qualquer coisa para você não voltar. Mas você sempre achava um jeito, em pequenas brechas, em um lapso de descuidado, lá estava você novamente, talvez não fosse proposital, talvez a luz que escapava pelos pequenos espaços te chamasse atenção, fazia você querer entrar novamente e se instalar em um canto, quase imperceptível.Não era como se quisesse ser presente, apenas queria seu lugar, por direito. Mas não importava o quanto eu me esforçasse, seu coração não havia espaço para mim, ou talvez houvesse, não que, em algum momento eu fosse saber, ele era cercado, de grades grossas, muros altos e portas trancadas. Poderia estar vazio, mas como poderia saber? Poderia ter tantos espaços vagos de amores que não viveu, de dores que não sentiu, mas claro que eu nunca saberia
