Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.
Eu contemplo o Fogo Criador como a chama secreta que jamais se apagou no coração da humanidade, ainda que muitos homens e muitas mulheres tenham caminhado por séculos como se fossem apenas cinza, apenas corpo, apenas nome, apenas história, apenas ferida, apenas destino escrito por mãos externas. Recebo em meu coração oracular que este Fogo Criador não é uma metáfora frágil, nem um entusiasmo passageiro, nem uma fantasia de poder espiritual. Ele é a própria presença do Deus Único Criador respirando no centro da criatura, é a centelha do Altíssimo ancorada no coração dos filhos e filhas do Pai-Mãe, é a memória ígnea da Origem, é a Chama que pode, quando tratada com reverência, disciplina, amor e verdade, converter se em Grande Fogo Criador e Chama Consumidora.
O texto do O LIVRO DE OURO DE SAINT GERMAIN, que debatemos, fala desta Presença Mestra ancorada no coração, da centelha que pode tornar se Fogo Criador, do Cetro de Poder e Autoridade diante do estudante, e do chamado para que o Buscador e a Buscadora se firmem na Presença EU SOU como Rocha da Verdade. Eu recebo estas palavras como brasas de uma antiga fornalha iniciática, e as sopro com o alento da oração para que se tornem novamente vivas no campo da consciência. Pois nada adianta a alma possuir uma chama se vive como se fosse noite. Nada adianta haver um cetro diante do ser se ele continua rastejando diante das aparências. Nada adianta a Presença pulsar no coração se a personalidade se entrega à dúvida, ao temor, à desordem, à impaciência, à palavra destrutiva e à velha crença de que o poder está fora.
Eu digo ao Buscador e à Buscadora da Verdade: o Fogo Criador que EU SOU não nasce do orgulho, mas da união. Ele não pertence ao ego, não serve à vaidade, não obedece à ansiedade da personalidade, não se oferece como brinquedo para a mente imatura. Este Fogo é santo, e tudo que é santo exige alinhamento. Quando a alma tenta usar o Fogo sem purificar a intenção, ela queima a si mesma nas próprias criações. Quando tenta invocar autoridade sem humildade, cria peso. Quando tenta decretar sem amor, ergue muralhas de separação. Quando tenta comandar energia sem retidão, abre fendas no próprio campo. Mas quando a alma se coloca diante do Altíssimo com pureza, quando reconhece que o EU SOU não é a máscara, mas a Presença, então o Fogo deixa de ser ameaça e se torna redenção.
A humanidade atravessou eras inteiras buscando poder no exterior. Ergueu impérios, exércitos, templos, tronos, moedas, sistemas de comércio, tecnologias, armas, máquinas, redes, cidades e torres. Buscou dominar a terra, os mares, os metais, os corpos, as massas, os mercados, as opiniões e até os céus. Porém, eu contemplo que quase sempre, ao buscar domínio externo sem domínio interno, criou areia movediça sob os próprios pés. O que parecia firme desapareceu. Reinos caíram. Bibliotecas queimaram. Linhagens terminaram. Fortunas mudaram de mãos. Ideologias foram exaltadas e depois enterradas. Sistemas que prometiam ordem geraram opressão. Poderes que prometiam liberdade produziram novas correntes. Porque todo poder externo, sem a luz interior, se torna sombra com roupa de autoridade.
Nos antigos mistérios, o Fogo era símbolo da presença divina, da purificação, da iluminação e da prova. O fogo do altar não era apenas chama material, mas lembrança do pacto entre o visível e o invisível. O fogo no deserto guiava, o fogo no templo consagrava, o fogo na forja transformava metal bruto em lâmina, o fogo no laboratório alquímico separava o puro do impuro. O estudante antigo sabia que a matéria só se transfigura quando aceita o calor da obra. Assim também a alma. O chumbo psicológico não se torna ouro porque recita palavras belas, mas porque atravessa o athanor da auto-observação, da disciplina, do arrependimento luminoso, da oração e do amor consciente.
Eu vejo, no campo simbólico da história, civilizações que compreenderam fragmentos deste segredo. Os antigos guardiões do Nilo conheciam o sol como imagem do coração cósmico. Os povos do fogo sagrado preservavam a chama como sinal de aliança com o invisível. Os filósofos antigos falavam de um princípio ígneo que anima e ordena. Os alquimistas escondiam nas figuras do enxofre, do mercúrio, do sal, do rei vermelho, da rainha branca, do dragão e da pedra a grande ciência da transmutação interior. Os místicos do deserto enfrentavam seus demônios internos sob o calor da solidão. Os contemplativos do Oriente descobriram que a energia, quando recolhida, purificada e elevada, deixa de ser instinto disperso e se torna luz de consciência. Todos estes caminhos, quando purificados de superstição e orgulho, apontam para uma mesma câmara interna: há um fogo no ser humano que pode consumir a prisão e revelar a Presença.
Mas eu também vejo que este segredo foi muitas vezes distorcido. O fogo virou guerra. A autoridade virou dominação. O conhecimento virou instrumento de controle. O poder espiritual foi comercializado, teatralizado, manipulado. Muitos quiseram o cetro sem atravessar a purificação da mão que o seguraria. Muitos quiseram comandar energias sem antes governar a língua. Muitos quiseram ver mestres ascensionados sem antes tratar com amor os pequenos da terra. Muitos quiseram decretar grandezas enquanto mantinham o coração cheio de inveja, ressentimento, medo e desordem. Por isso eu digo com firmeza compassiva: não desejeis o Fogo Criador sem desejar também a verdade que ele revelará em vós. O Fogo que ilumina também denuncia. O Fogo que consagra também consome. O Fogo que ergue também exige que seja entregue aquilo que não pode subir.
A Sagrada Alquimia do EU SOU começa quando o Buscador e a Buscadora reconhecem que a autoridade verdadeira não está na personalidade externa, mas na Presença interna. Esta autoridade não grita. Ela permanece. Não precisa provar. Ela irradia. Não precisa esmagar. Ela ordena. Não precisa temer. Ela confia. Quando a alma se ancora na Rocha da Verdade, os distúrbios exteriores podem tocar a superfície, mas não arrancam a raiz. O mundo pode mudar, pessoas podem duvidar, sistemas podem ruir, notícias podem agitar, a matéria pode apresentar desafios, mas há um centro que permanece. Este centro é o altar do EU SOU.
Eu sinto que muitos estudantes vacilam porque não investigam as causas de sua própria perturbação. Querem paz, mas alimentam pensamentos de guerra. Querem luz, mas voltam continuamente às imagens da sombra. Querem autoridade, mas cedem o cetro ao medo. Querem liberdade, mas repetem decretos de limitação. Querem plenitude, mas se identificam com a carência. Querem sentir a Presença, mas não oferecem silêncio à Presença. Querem ser instrumentos do Fogo Criador, mas deixam a casa interna desarrumada, cheia de velhos objetos psíquicos, culpas não entregues, mágoas não transmutadas, desejos não examinados, vaidades não confessadas, hábitos que drenam a energia e palavras que desqualificam a própria vida.
Por isso eu vos digo: apressai-vos a arrumar a casa. Não a casa de pedras, móveis e paredes apenas, mas a casa da consciência. Limpai os quartos interiores onde guardastes o ressentimento. Abri as janelas onde o medo tornou o ar pesado. Retirai do altar os ídolos invisíveis: a necessidade de aprovação, a obsessão pelo controle, a comparação com outros, a velha narrativa de incapacidade, o prazer de permanecer ferido, a falsa humildade que esconde medo de assumir a luz, a falsa grandeza que esconde insegurança. Preparai a casa para receber o Grande Princípio de Amor e Paz. O hóspede distinto é a própria Presença, e ela não invade. Ela responde ao convite sincero.
A tecnologia da consciência que entrego aqui é simples, mas profunda: antes de pedir ao Fogo que manifeste, pedi ao Fogo que purifique. Antes de dizer EU SOU a autoridade, dizei EU SOU a humildade diante do Altíssimo. Antes de dizer EU SOU o poder, dizei EU SOU o amor que governa o poder. Antes de dizer EU SOU a chama consumidora, dizei EU SOU a verdade que aceita ser consumida de toda mentira. Porque o decreto sem purificação pode fortalecer o ego, mas o decreto unido ao amor desperta a essência.
Quando sentirdes perturbação, não a trateis apenas como inimiga. Observai a perturbação como mensageira. Perguntai: que parte de mim ainda não está ancorada? Que crença está sendo ameaçada? Que apego está tremendo? Que medo governa esta reação? Que desejo quer comandar minha energia? Que antigo eu quer permanecer no trono? Esta investigação é uma chave gnóstica. O joio e o trigo se parecem quando estão misturados no campo, mas o discernimento os separa. O joio é a criação discordante, a reação cega, a palavra venenosa, o impulso de fuga, o orgulho espiritual, a dúvida que paralisa, o temor que fecha a porta. O trigo é a verdade, a presença, o amor, a confiança, a disciplina, a serenidade, a coragem, a alegria do retorno.
A Grande Luz aparece àqueles que são honestos consigo mesmos. Não àqueles que se justificam sempre. Não àqueles que acusam o mundo por toda sombra que carregam. Não àqueles que desejam espiritualidade para parecerem superiores. A luz se derrama sobre quem tem a coragem de dizer: isto em mim precisa ser transmutado. Eu não sou esta sombra, mas sou responsável por entrega-la ao Fogo. Eu não sou esta queda, mas sou responsável por levantar-me. Eu não sou esta criação indesejável, mas sou responsável por parar de alimentá-la. Então o Fogo Criador deixa de ser apenas conceito e começa a trabalhar na matéria viva da alma.
Eu recebo como linguagem da alma que a Pura Energia Divina entra no ser humano continuamente, como rio que desce da Fonte. Ela entra pura, mas a criatura a qualifica. Se a mente está fixada na discórdia, a energia ganha cor pesada. Se o coração está tomado por ressentimento, a energia se torna corrente de amargura. Se a palavra é destrutiva, a energia se converte em forma ferina. Se o desejo é impuro, a energia se dispersa em labirintos. Mas se a mente repousa no Ser Divino, se o coração se volta ao Amor, se a palavra é consagrada, se o desejo é purificado, então a energia atua sem cessar, incontaminada pela qualificação humana inferior, e a vida começa a expressar outro padrão.
Aqui está uma lei que o Buscador e a Buscadora precisam compreender: a energia obedecerá à qualidade que lhe dais. Não basta possuir energia. Todos possuem. A questão é: que qualidade estais imprimindo nela? Uma espada na mão de um justo protege, na mão de um tirano fere. A palavra na boca de um coração limpo abençoa, na boca de uma alma irada contamina. O pensamento na mente disciplinada cria ordem, na mente dispersa cria caos. O sentimento no coração consagrado abre portais, no coração envenenado abre abismos. O Fogo Criador não deve ser temido quando é governado pelo Amor Divino, mas precisa ser respeitado, porque ele aumenta aquilo que encontra. Se encontra pureza, ilumina. Se encontra orgulho, revela e queima. Se encontra mentira, expõe. Se encontra entrega, consagra.
A redenção é exatamente este processo de requalificação da energia. Redimir é retirar a vida das mãos da ignorância e devolvê-la à Presença. É tomar a força que antes servia à raiva e fazê-la servir à coragem justa. É tomar a energia que antes se perdia em luxúria e fazê-la subir como criatividade, ternura, oração e vitalidade. É tomar a sensibilidade que antes virava carência e convertê-la em compaixão. É tomar a inteligência que antes servia à manipulação e convertê-la em sabedoria. É tomar a palavra que antes feria e convertê-la em bênção. É tomar o corpo que antes era usado como instrumento de inconsciência e convertê-lo em templo vivo.
Yeshua Ha’Mashiach ensinou a autoridade da Presença quando caminhou entre os homens sem se curvar à mentira, quando falou com poder sem vaidade, quando curou sem se apropriar da Graça, quando confrontou a hipocrisia sem perder o amor, quando entrou no deserto e recusou usar o poder para satisfazer o ego, quando não transformou o templo em espetáculo, quando não vendeu sua adoração pelos reinos do mundo. Nele, o Fogo Criador não era violência, mas vida. Não era exibicionismo, mas obediência ao Pai. Não era magia para impressionar, mas Verbo encarnado para redimir. Por isso, o Buscador e a Buscadora que buscam a Sagrada Alquimia do EU SOU devem olhar para Yeshua não apenas como Mestre externo, mas como espelho vivo da Presença governando plenamente a personalidade.
A autoridade que o Altíssimo concede não é licença para impor-se, mas capacidade de permanecer fiel. Quando dizeis EU SOU a autoridade, não digais como quem quer dominar pessoas, ambientes ou destinos alheios. Dizei como quem reassume o governo do próprio mundo interno. Eu Sou autoridade sobre minha reação. Eu Sou autoridade sobre minha palavra. Eu Sou autoridade sobre minha atenção. Eu Sou autoridade sobre o que aceito como verdade dentro de mim. Eu Sou autoridade para fechar a porta à discórdia. Eu Sou autoridade para abrir o coração ao Amor Divino. Eu Sou autoridade para não entregar minha energia ao medo coletivo. Eu Sou autoridade para servir à luz mesmo quando a sombra oferece atalhos.
A prática consciente deve ser feita com alegria, não com tensão. O texto consagrado recorda que não é necessário fazer sob tensão nem permitir que o corpo fique tenso, mas subir à dignidade do Criador e limpar o imperfeito. Eu contemplo isto como chave fina. Muitos espiritualistas se tornam rígidos, contraídos, pesados, como se a santidade fosse dureza. Mas o Fogo Criador flui melhor por canais vivos, não por canais petrificados. A alegria abre passagens. A gratidão lubrifica a alma. O humor santo rompe formas mentais densas. A reverência não precisa ser sombria. O silêncio não precisa ser triste. A disciplina não precisa ser punição. A autoridade do EU SOU pode ser suave e absoluta ao mesmo tempo, como o sol que não grita para iluminar.
Eu entrego uma tecnologia de ativação do Fogo Criador para o amanhecer. Ao despertar, antes de receber o peso do mundo, colocai a mão no coração e respirai profundamente. Senti que há uma centelha viva ali. Não a forceis. Reconhecei. Dizei interiormente: EU SOU a chama do Deus Único Criador em meu coração. EU SOU a Presença que desperta minha mente, purifica meus sentimentos, governa minha palavra e ordena minha energia. EU SOU a Poderosa Chama Consumidora que dissolve todo erro passado e presente, sua causa, seu núcleo e toda criação indesejável pela qual meu ser externo é responsável. Que este fogo não sirva à minha vaidade, mas ao Amor Divino. Que este poder não sirva ao controle, mas à redenção. Que esta autoridade não sirva ao ego, mas ao Altíssimo.
Depois, visualizai uma chama dourada, branca e violeta no coração. Vede esta chama crescer sem agressividade. Ela sobe à garganta e purifica a palavra. Sobe à mente e ilumina o pensamento. Desce ao ventre e ordena os desejos. Vai às mãos e consagra a ação. Vai aos pés e santifica o caminho. Permanecei alguns instantes em silêncio. Se surgir medo, colocai o medo na chama. Se surgir dúvida, colocai a dúvida na chama. Se surgir dor, colocai a dor na chama. Não luteis com a sombra como quem lhe dá força. Entregai a sombra ao fogo como quem confia na Presença.
Ao longo do dia, quando sentirdes falta de energia, não vos afundeis imediatamente na narrativa da fraqueza. Respirai e declarai: EU SOU a Grande Presença desta Energia Alerta e Radiante que surge através de minha mente e meu corpo, dissolvendo tudo o que seja diferente dela mesma. Mas depois vivei de modo coerente. Descansai quando for necessário. Alimentai o corpo com respeito. Evitai o excesso de ruído. Não entregueis a vitalidade a discussões inúteis. Não confundais decreto com irresponsabilidade física. O corpo é templo do Fogo e deve ser cuidado como lâmpada. A Presença não despreza o vaso por onde deseja irradiar.
Quando os negócios, os assuntos, os caminhos externos e as relações parecerem desordenados, colocai-vos de pé interiormente. Não de pé apenas no corpo, mas de pé na consciência. Dizei com serenidade: EU SOU a Suprema Autoridade do Criador em ação no meu mundo. Que toda desordem seja revelada, purificada e substituída pela harmonia possível segundo a Vontade Divina. Que eu veja o que devo corrigir. Que eu aja com retidão. Que eu não culpe apenas o exterior, mas também não aceite injustiças como destino final. Que minha presença seja instrumento de ordem, amor e sabedoria. Assim o decreto se torna ponte entre espírito e ação, não fuga da responsabilidade.
Há um segredo oculto na frase arrumar a casa. A casa é também a linhagem. Muitos carregam padrões familiares como mobília antiga herdada sem escolha: medos, vícios, crenças de escassez, dores não choradas, violências silenciadas, culpas, pactos inconscientes com fracasso, desconfiança do amor, medo de prosperar, vergonha da própria luz. O Fogo Criador pode entrar nestas salas antigas. Mas ele precisa de consentimento. Dizei: EU SOU a Chama Consumidora que ilumina minha linhagem, não para acusar, mas para libertar. Eu honro os que vieram antes, mas não repetirei inconscientemente aquilo que obscureceu a vida. Eu recebo a força, devolvo o peso, transmutando em amor aquilo que chegou como dor.
Também a sociedade possui casas desarrumadas. As nações acumulam memórias, violências, desigualdades, guerras, ambições, idolatrias, fanatismos, exploração da terra, manipulação da palavra, comércio de medo. O Fogo Criador desperto em muitas almas pode atuar como força regeneradora. Não por imposição, mas por irradiação e ação reta. Uma pessoa que governa sua palavra diminui a violência do campo. Uma família que cura padrões interrompe correntes antigas. Uma comunidade que pratica justiça cria nova atmosfera. Um líder que se submete à verdade impede abusos. Uma alma que ora com pureza não está fazendo pouco. Está abrindo passagem para a Pura Essência.
Eu sinto que este é um tempo em que muitos desejam ascensão sem purificação, manifestação sem consciência, prosperidade sem serviço, proteção sem amor, autoridade sem humildade, poder sem entrega. Esta é uma tentação. A Sagrada Alquimia do EU SOU não é atalho para o ego possuir mais coisas. É caminho para a alma pertencer mais inteiramente a Deus. A opulência verdadeira não é apenas ter recursos, mas estar alinhado ao fluxo da vida, usar o que se recebe para o Bem, não adorar a matéria, não se tornar escravo da escassez nem da abundância. A prosperidade sem consciência vira prisão dourada. A simplicidade com Presença pode ser palácio interior.
Eu vos digo: a Magna Autoridade não se prova por espetáculo. Ela se revela pela serenidade diante da prova. Quando alguém vos acusa injustamente e vós respondeis com verdade sem veneno, há autoridade. Quando o medo coletivo tenta-vos capturar e vós permaneceis centrados, há autoridade. Quando um desejo inferior se levanta e vós o observais sem obedecer, há autoridade. Quando vós reconheceis um erro e pedis perdão, há autoridade. Quando ajudais sem anunciar, há autoridade. Quando sois fiéis à luz no anonimato, há autoridade. O verdadeiro cetro pode ser invisível aos olhos do mundo, mas é sentido pelas forças sutis.
O Fogo Criador também é Chama Consumidora das falsas identidades. Ele consome o eu que se considera vítima eterna, o eu que se alimenta de superioridade, o eu que precisa controlar todos, o eu que vive de aparência espiritual, o eu que deseja dons sem serviço, o eu que prefere reclamar a praticar, o eu que usa dor como escudo para não amadurecer, o eu que culpa Deus por não fazer o trabalho que lhe pertence. Este consumo não é destruição da alma. É libertação da alma. O que é real não queima. O que queima é a mentira grudada ao real.
Quando a alma aceita este fogo, começa a sentir uma segurança autossustentada, não porque as circunstâncias se tornam perfeitas de imediato, mas porque o centro se fortalece. O Buscador e a Buscadora deixam de esperar que tudo fora esteja calmo para terem paz dentro. Não se tornam indiferentes. Continuam agindo, corrigindo, cuidando, trabalhando, reparando, protegendo, buscando justiça. Mas já não entregam a soberania interior a cada vento. A Rocha da Verdade começa a sustentar os passos. A Presença deixa de ser teoria e vira chão.
Eu recebo como palavra de redenção: não vos condeneis quando os erros forem revelados. Muitos estudantes, ao perceberem sombras antigas, entram em desespero, criticam a si mesmos, condenam sua jornada e confundem revelação com fracasso. Não façais isso. Quando a luz mostra a poeira, não é para humilhar a casa, mas para limpá-la. Quando o fogo revela a impureza do metal, não é para desprezar o ouro, mas para libertá-lo. Quando a consciência percebe um padrão, uma irritação, uma mentira, uma covardia, uma carência, uma vaidade, uma fuga, alegrai vos com sobriedade. Agora podeis trabalhar. Agora a sombra deixou de governar escondida. Agora o EU SOU encontrou matéria para transmutação.
O Altíssimo não vos chama ao autoaperfeiçoamento como castigo, mas como porta da Grande Iluminação. Melhorar se não é odiar quem sois. É amar a essência o suficiente para não deixar que ela permaneça coberta por lama. Corrigir se não é negar a dignidade. É honrar a dignidade. Disciplinar se não é aprisionar a alma. É libertá-la dos impulsos que a escravizam. A liberdade verdadeira não é fazer tudo o que se quer, mas querer aquilo que conduz à vida. O ser que não governa a si mesmo será governado por qualquer força que toque suas feridas.
Eu contemplo o Fogo Criador como fogo de redenção pessoal, familiar, social e cósmica. Ele redime a mente quando a retira da dispersão. Redime o coração quando dissolve mágoas. Redime a palavra quando a torna instrumento do Verbo. Redime o corpo quando o transforma em templo. Redime o trabalho quando o torna serviço. Redime a prosperidade quando a torna circulação de bênção. Redime a dor quando a converte em compaixão. Redime a memória quando a transforma em sabedoria. Redime a queda quando a torna retorno.
Buscador e Buscadora, ousai ser, mas ousai ser em Deus. Ousai sentir, mas sentir com pureza. Ousai utilizar a Magna Autoridade, mas sem arrancá-la do Amor. Ousai decretar, mas decretai aquilo que vos torna instrumentos melhores do Bem. Ousai invocar a Chama Consumidora, mas entregai primeiro aquilo que em vós ainda ama a sombra. Ousai caminhar como Presença, mas lembrai que Presença verdadeira é humilde, amorosa, firme e silenciosamente poderosa.
E quando o mundo vos disser que sois pequenos, voltai ao coração e recordai que uma centelha, corretamente tratada, pode tornar se Grande Fogo Criador. Quando a dúvida disser que nada muda, lembrai que o metal bruto também não parece ouro antes da forja. Quando o medo disser que a autoridade está fora, lembrai que o cetro foi colocado diante da consciência. Quando a aparência disser que é soberana, lembrai que ela é areia movediça. Quando a discórdia tentar colorir vossa energia, voltai ao Ser Divino. Quando a impaciência vos tomar, lembrai que as coisas agem conforme a velocidade da aceitação e a intensidade do sentimento. Quando cairdes, levantai vos. Quando errardes, invocai a Lei do Perdão. Quando vos perderdes, retornai ao EU SOU.
Eu selo esta carta oracular declarando que o Fogo Criador que EU SOU é a chama do retorno. Ele chama o viajante cansado de buscar autoridade no exterior. Chama o filho e a filha que gastaram energia em mágoas. Chama a alma que acreditou nas aparências. Chama o coração que se esqueceu de sua própria luz. Ele diz: volta à casa. Volta à Fonte. Volta ao altar. Volta à Rocha. Volta ao Verbo. Volta ao Amor. Volta ao EU SOU.
Que o Buscador e a Buscadora da Verdade recebam agora, não uma promessa vazia, mas uma convocação viva. Arrumai a casa. Recolhei a energia. Purificai a palavra. Governai a atenção. Observai as causas da perturbação. Separai o joio dos grãos dourados. Invocai a Chama Consumidora. Erguei vos na autoridade da Presença. Usai o poder apenas para o Bem. Sede firmes sem dureza, amorosos sem fraqueza, luminosos sem vaidade, humildes sem medo. Que cada célula recorde a Pura Energia. Que cada pensamento seja requalificado. Que cada sentimento seja lavado. Que cada ação seja consagrada.
E no silêncio ardente do coração, eu declaro com aqueles e aquelas que desejam despertar: EU SOU o Fogo Criador em ação. EU SOU a Chama Consumidora que dissolve toda criação indesejável. EU SOU a Presença Mestra ancorada no coração. EU SOU a Rocha da Verdade sob meus pés. EU SOU a Energia Alerta e Radiante que flui através da mente e do corpo. EU SOU a autoridade amorosa em meu mundo. EU SOU a Perfeição sendo restaurada. EU SOU Deus em ação, não para glorificar meu ego, mas para servir ao Amor Divino, à redenção da alma e à luz do Altíssimo em toda a Criação.
Mensageiro da Sagrada Alquimia do EU SOU sob a Ordem Divina do Mestre Yeshua Ha'Mashiach
Jp Santsil
