Voltar a escrever é como uma faca afiada , que está apontada em qualquer direção sem ser a minha, eu não estava sendo forçada, a faca não estava em minha garganta então porquê eu continuava a escrever? E se não era para mim, de fato, para quem aquela faca apontava? Seria para aquele que tinha meu coração ainda puro nas mãos e mesmo assim decidiu quebrá-lo? Ou para aquele havia desperdiçado tempo com um coração que nunca seria totalmente dele, ou até para aquele que insistiu em lutar por um coração distante. Eu já não sabia mais, ou talvez não quisesse saber, talvez se aquele primeiro nos desse, ao menos uma chance, não haveriam dúvidas, a faca iria em sua direção e adentraria seu peito com um amor avassalador, seria suficiente, por um momento, ou talvez aquele segundo, se ao menos se esforçasse um pouco mais, poderia fazer a faça o encontrá-lo novamente, e o terceiro não havia muito o que fazer no fim de tudo, a faca sempre dava um jeito de voltar.
