Da janela do ônibus ela esperava a chegada do amor.
Doçura era o nome dela, que com toda sua inteligência e bondade esperava que alguém uma hora a notasse.
O tempo ia passando e nada aconteceu aos 15.
Aos 20 estava muito ocupada sentindo o néctar das flores e quando percebeu, já estava com os pés nos 30.
Agora ela se sente ansiosa e com medo de que talvez seja tarde demais.
"Não tem ninguém pra mim nessa cidade" era o que ela dizia, mas Doçura já tinha saído de lá alguma vezes, como nada encontrou para os braços dos pais ela voltou.
Doçura vai a psicóloga toda quarta feira e juntas chegam a conclusão de que tudo tem seu tempo, mas ela está com pressa e solitária.
Secretamente Doçura conversa com si e chega a conclusão de que muito ainda vai demorar, já que agora somente em casa podemos ficar.
"A vida não pode parar" é o mantra que ela usa para todos os dias conseguir se levantar.
